segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pulseiras do sexo?!



Por Eduardo Gazola

Tá por tudo. Eu já li nos blogs de todo mundo. Está nos blogs seculares: Treta, Andressauro, só pra exemplificar alguns... A moda da gurizada agora são as pulseiras do sexo.

A moda ainda não é evidente aqui, mas na europa (principalmente inglaterra) já virou comum. Um simples adereço, um enfeite, que coisinha bonitinha. Mas você sabe realmente o que seus filhos estão usando?


Vamos aos significados:

* Amarela – um simples abraço
* Rosa – mostrar o peito
* Laranja – dentadinha de amor
* Roxa – beijo com a língua – talvez sexo
* Vermelha – dança erótica à curta distância
* Verde – sexo oral a ser praticado pelo rapaz
* Branca – a menina escolhe o que quiser
* Azul – menina faz sexo oral
* Preta – sexo com a menina na posição “papai-mamãe”
* Dourada – sexo oral simultâneo
* Listrada – sexo na posição “frango assado”
* Grená – sexo anal sem lubrificante
* Transparente – sexo com parentes consanguíneos
* Marrom – sexo escatológico (“brown shower”)


Funciona assim, quem estiver usando a pulseira diz aos demais que está disposto a fazer o que a cor sugere. Quem consegue rebentar a pulseira tem 'direito' ao significado da cor.

Como esperado, quem não usa a pulseira 'tá por fora', é rejeitado na turma e perde sua vez no meio dos outros jovens, adolescentes e crianças. As pulseiras são baratas, facilmente compradas em qualquer banca de revistas. As mais procuradas, ainda segundo os blogs consultados, são as pretas e douradas (sim, sexo realmente).

A verdade por trás disso é que nossa sociedade é sensual, talvez nunca foi tão sensual como nesses dias. Tempos atrás eu conversava com um irmão dizendo que me assusta hoje a sensualidade das escolas. Meninas que estão apenas começando a vida já se vestem como mulheres, e mulheres promíscuas, se vestem unicamente com o intuito de provocar o desejo.

Crianças que nem bem sabem o que estão fazendo. Ou, na pior das hipóteses, sabem bem o que estão fazendo. A nossa sociedade bombardeia esses pequenos com músicas, com filmes, com fotos, com todo tipo de perversidade sexual e eles estão reagindo de alguma forma.

Talvez isso não seja novo, não é, com certeza. Porém com tal intensidade é algo preocupante sim. Basta pensar que essa sociedade pervertida de hoje é fruto das brincadeiras inocentes de nossa infância, então o que será desses que formarão a próxima geração?

E o que fazer? Vocês pais e mães sabem que reprimir não é exatamente a melhor saída. Porém deixar pra ver o que acontece com certeza também não é. O que vai fazer diferença é a influência que vocês exercem sobre seus filhos. As decisões tomadas por eles serão baseadas no que eles viram, ouviram e aprenderam. Se vocês forem uma forte e boa influência sobre seu filho, maior que a influência da sociedade então o peso na balança será maior para o caminho do Senhor. Como vocês tem influenciado seus filhos no seu lar? Que valores têm passado?

Pode ser difícil mudar todo o mundo, mas mudar o seu mundo é possível, influenciar e impactá-lo de modo que ele conheça Deus através de suas atitudes. Somos sal e luz nesse mundo, precisamos reiterar o sabor e iluminar o caminho do mundo que anda em trevas.


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Fonte: Púlpito Cristão



Comentário de Marco Finito:

Fica o alerta, afinal tudo que é moda no exterior acaba vindo para o Brasil, revestido de uma modernidade perversa e que declina a nossa sociedade ainda mais.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sexo sem-vergonha!


Renato Vargens

Esta geração tem banalizado de forma substancial os relacionamentos sexuais. Em nome da liberdade advoga-se que cada um deve relacionar-se sexualmente com quem e com quantos quiser. Para estes o sexo é um grande parque de diversões, onde o amor não precisa necessariamente se fazer presente, na verdade, o que vale é sentir prazer.

A Revista Veja publicou em 12 de março de 2003 que cada vez as mais mulheres estão aderindo a uma prática que já foi exclusiva dos homens: o sexo casual. A revista em questão fala a respeito de uma moça, estudante de publicidade que se considera uma menina "totalmente normal" e não vê nenhum problema em manter relações sexuais com alguém que acabou de conhecer. "Para fazer sexo, basta eu ter vontade", define. Ela conta que certa vez flertou com um desconhecido no balcão do check-in de um vôo para o Nordeste. O vôo foi cancelado e a companhia acomodou os passageiros em um hotel. "Fomos para o quarto e passamos a noite juntos". No dia seguinte, não trocamos telefones, nada. Foi pura atração física.

Para piorar as coisas, a mais recente moda é ter sexo sem compromisso com um amigo. O nome dado a essa prática é "Fuck Buddy". Em outras palavras isto significa dizer que os jovens estão fazendo sexo com pessoas muito próximas: os amigos. Os praticantes do fuck buddy dizem que se envolver com pessoas conhecidas facilita a situação, porque ambos se respeitam e se conhecem intimamente.

Pois é, comportamentos como estes afrontam os pressupostos bíblicos e cristãos. Deus não criou o homem para viver em um estado de libertinagem. Diante de tempos tão difíceis como os que vivemos torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que tanto nos apavora. Para tanto, é absolutamente necessário que regressemos a Santa Palavra de Deus, fazendo dela nosso referencial de vida, como também nosso baluarte de vida e santidade.

Como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma humana.

Pense nisso!

Blog Renato Vargens

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Camapanha de natal - Participe!!!



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Mais informações pelo e-mail: jonarajo@gmail.com

sábado, 31 de outubro de 2009

Reforma protestante. 31 de outubro de 1517

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Vida e Obra de Martinho Lutero


Biografia.

Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, Alemanha. Foi criado em Mansfeld. Na sua fase estudantil, foi enviado às escolas de latim de Magdeburg(1497) e Eisenach(1498-1501). Ingressou na Universidade de Erfurt, onde obteve o grau de bacharel em artes (1502) e de mestre em artes (1505).

Seu pai, um aldeão bem sucedido pertencente a classe média, queria que fosse advogado. Tendo iniciado seus estudos, abruptamente, os interrompeu entrando no claustro dos eremitas agostinianos em Erfurt. É um fato estranho na sua vida, segundo seus biógrafos. Alguns historiadores dizem que este fato aconteceu devido a um susto que teve quando caminhava de Mansfeld para Erfurt. Em meio a uma tempestade, quase foi atingido por um raio. Foi derrubado por terra e em seu pavor, gritava "Ajuda-me Santa Ana! Eu serei um monge!". Foi consagrado padre em 1507.

Entre 1508 e 1512, fez preleções de filosofia na Universidade de Wurtenberg, onde também ensinou as Escrituras, especializando-se nas Sentenças de Pedro Lombardo. Em 1512 formou-se Doutor em Teologia.

Fazia conferências sobre Bíblia, especializando-se em Romanos, Gálatas e Hebreus. Foi durante este período que a teologia paulina o influenciou, percebendo os erros que a Igreja Romana ensinava, à luz dos documentos fundamentais do cristianismo primitivo.

Lutero era homem de envergadura intelectual e habilidades pessoais. Em 1515, foi nomeado vigário, responsável por onze mosteiros. Viu-se envolvido em controvérsias com respeito a venda de indulgências.

Suas Lutas Pessoais.

Lutero estava galgando os escalões da Igreja Romana e estava muito envolvido em seus aspectos intelectuais e funcionais. Por outro lado, também estava envolvido em questões pessoais quanto à salvação pessoal. Sua vida monástica e intelectual não forneciam resposta aos seus anseios interiores, às suas aflitivas indagações.

Seus estudos paulinos deixaram-no mais agitado e inseguro, particularmente diante da afirmação "o justo viverá pela fé", Romanos 1:17. Percebia ele que a Lei e o cumprimento das normas monásticas, serviam tão-somente para condenar e humilhar o homem, e que nesta direção não se pode esperar qualquer ajuda no tocante à salvação da alma.

Martinho Lutero, estava trabalhando em "repensar o evangelho". Sendo monge agostiniano, fortemente influenciado pela teologia desta ordem monástica, paulina quanto aos seus pontos de vista, Lutero estava chegando a uma nova fé, que enfatizava a graça de Deus e a justificação pela fé.

Esta nova fé tornou-se o ponto fundamental de sua preleções. No seu desenvolvimento começou a criticar o domínio da filosofia tomista sobre a teologia romana. Ele estudava os escritos de Agostinho, Anselmo e Bernardo de Claraval, descobrindo nestes, a fé que começava a proclamar. Staupitz, orientou-o para que estudasse os místicos, em cujos escritos se consolou.

Em 1516, publicou o devocionário de um místico desconhecido, "Theologia Deutsch". Tornou-se pároco da igreja de Wittenberg, e tornou-se um pregador popular, proclamando a sua nova fé. Opunha-se a venda de indulgências comandada por João Tetzel.

As Noventa e Cinco Teses.

Inspirado por vários motivos, particularmente a venda de indulgências, na noite antes do Dia de Todos os Santos, a 31 de outubro de 1517, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg, sua teses acadêmicas, intituladas "Sobre o Poder das Indulgências". Seu argumento era de que as indulgências só faziam sentido como livramento das penas temporais impostas pelos padres aos fiéis. Mas Lutero opunha-se à idéia de que a compra das indulgências ou a obtenção das mesmas, de qualquer outra maneira, fosse capaz de impedir Deus de aplicar as punições temporais. Também dizia que elas nada têm a ver como os castigos do purgatório. Lutero afirmava que as penitências devem ser praticadas diariamente pelos cristãos, durante toda a vida, e não algo a ser posto em prática apenas ocasionalmente, por determinação sacerdotal.

João Eck, denunciou Lutero em Roma, e muito contribuiu para que o mesmo fosse condenado e excluído do Igreja Romana. Silvester Mazzolini, padre confessor do papa, concordou com o parecer condenatório de Eck, dando apoio a este contra o monge agostiniano.

Em 1518. Lutero escreveu "Resolutiones", defendendo seus pontos de vista contra as indulgências, dirigindo a obra diretamente ao papa. Entretanto, o livro não alterou o ponto de vista papal a respeito de Lutero. Muitas pessoas influentes se declararam favoráveis a Martinho Lutero, tornando-se este então polemista popular e bem sucedido. Num debate teológico em Heidelberg, em 26 de abril de 1518, foi bem sucedido ao defender suas idéias.

Reação Papal.

A 7 de agosto de 1518, Lutero foi convocado a Roma, onde seria julgado como herege. Mas apelou para o príncipe Frederico, o Sábio, e seu julgamento foi realizado em território alemão em 12/14 de outubro de 1518, perante o Cardeal Cajetano, em Augsburg. Recusou-se a retratar-se de suas idéias, tendo rejeitado a autoridade papal, abandonando a Igreja Romana, o que ficou confirmado num debate em Leipzig com João Eck, entre 4 e 8 de julho de 1519.

A partir de então Lutero declara que a Igreja Romana necessita de Reforma, publica vários escritos, dentre os quais se destaca "Carta Aberta à Nobreza Cristã da Nação Alemã Sobre a Reforma do Estado Cristão". Procurou o apoio de autoridades civis e começou a ensinar o sacerdócio universal dos crentes, Cristo como único Mediador entre Deus e os homens, e a autoridade exclusiva das Escrituras, em oposição à autoridade de papas e concílios. Em sua obra "Sobre o Cativeiro Babilônico da Igreja", ele atacou o sacramentalismo da Igreja. Dizia que pelas Escrituras só podem ser distinguidos dois sacramentos o batismo e a Ceia do Senhor. Opunha-se à alegada repetida morte sacrificial de Cristo, por ocasião da missa. Em outro livro, "Sobre a Liberdade Cristã", ele apresentou um estudo sobre a ética cristã baseada no amor.

Lutero obteve grande popularidade entre o povo, e também considerável influência no clero.

Em 15 de julho de 1520, a Igreja Romana expediu a bula Exsurge Domine, que ameaçava Lutero de ser excomungado, a menos que se retratasse publicamente. Lutero queimou a bula em praça pública. Carlos V, Imperador do Santo Império Romano, mandou queimar os livros de Lutero em praça pública.

Lutero compareceu a Dieta de Worms, de 17 a 19 de abril de 1521. Recusou-se a retratação, dizendo que a sua consciência estava presa à Palavra de Deus, pelo que a retratação não seria seguro nem correto. Dizem os historiadores que concluiu a sua defesa com estas palavras : "Aqui estou; não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém". Respondendo a Dieta em 25 de maio de 1521, formalizou a excomunhão de Martinho Lutero, e a Reforma nascente também foi condenada.

Influência Política e Social

Por medidas de precaução, Lutero este recluso no castelo de Frederico, o Sábio, cerca de 10 meses. Teve tempo de trabalhar na tradução do Novo Testamento para a língua alemã. Esta tradução foi publicada em 1532. Com a ajuda de Melancton e outros, a Bíblia inteira foi traduzida, e, então, foi publicada em 1532. Finalmente, essa tradução unificou os vários dialetos alemães, do que resultou o moderno alemão.

Tem-se dito que Lutero foi o verdadeiro líder da Alemanha, de 1521 até 1525. Houve a Guerra dos Aldeões em 1525, das classes pobres contra os seus líderes. Lutero tentou estancar o derramamento de sangue, mas, quando os aldeões se recusaram a ouvi-lo, ele apelou para os príncipes a fim de restabelecerem a paz e a ordem.

Fato notável foi o casamento de Lutero, com Catarina von Bora, filha de família nobre, ex-freira cisterciana. Tiveram seis filhos, dos quais alguns faleceram na infância. Adotou outros filhos. Este fato serviu para incentivar o casamento de padres e freiras que tinham preferido adotar a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana.

Houve controvérsia entre Lutero e Erasmo de Roterdã, que nunca deixou a Igreja Romana, por causa do livre-arbítrio defendido por este. Apesar de admitir que o livre-arbítrio é uma realidade quanto a coisas triviais, Lutero negava que fosse eficaz no tocante à salvação da alma.

Outras Obras.

Em 1528 e 1529, Lutero publicou o pequeno e o grande catecismos, que se tornaram manuais doutrinários dos protestantes, nome dado aqueles que decidiram abandonar a Igreja Romana, na Dieta de Speyer, em 1529.

Juntamente com Melancton e outros, produziu a confissão de Augsburg, que sumaria a fé luterana em vinte e oito artigos. Em 1537, a pedido de João Frederico, da Saxônia, compôs os Artigos de Schmalkald, que resumem seus ensinamentos.

Enfermidade e Morte.

Os últimos dias de Lutero tornaram-se difíceis devido a problemas de saúde. Com freqüência tinha acesso de melancolia profunda. Apesar disso era capaz de trabalhar tenazmente. Em 18 de fevereiro de 1546, em Eisleben, teve um ataque do coração, vindo a falecer.

A Teologia de Lutero.

Como monge agostiniano, Lutero dava preferência a certos estudos, dentre os quais se destacam a soberania de Deus, dando uma abordagem mais bíblica às questões religiosas e às doutrinas cristãs. Alguns pontos defendidos por Lutero são :

  1. Nem o papa nem o padre, tem o poder de remover os castigos temporais de um pecador.
  2. A culpa pelo pecado não pode ser anulada por meio de indulgências.
  3. Somente um autêntico arrependimento pode resolver a questão da culpa e do castigo, o que depende única e exclusivamente de Cristo.
  4. Só há um Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo.
  5. Não há autoridade especial no papa.
  6. As decisões dos concílios não são infalíveis.
  7. A Bíblia é a única autoridade de fé e prática para o cristão.
  8. A justificação é somente pela fé.
  9. A soberania de Deus é superior ao livre-arbítrio humano.
  10. Defendia a doutrina da consubstanciação em detrimento da transubstanciação.
  11. Há apenas dois sacramentos : o batismo e a ceia do Senhor.
  12. Opunha-se a veneração dos santos, ao uso de imagens nas Igrejas, às doutrinas da missa e das penitências e ao uso de relíquias.
  13. Contrário ao celibato clerical.
  14. Defendia a separação entre igreja e estado.
  15. Ensinava a total depravação da natureza humana.
  16. Defendia o batismo infantil e a comunhão fechada.
  17. Defendia a educação dos fiéis em escolas paroquianas.
  18. Repudiava a hierarquia eclesiástica.

Bibliografia

1 - "Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia"; R. N. Champlin; J. M. Bentes; Candeia; 1994.

2 - "Enciclopédia Histórico-Teológica"; W. A. Elwell, ed.; Edições Vida Nova;1990.

3 - "Teologia dos Reformadores"; T. George; Edições Vida Nova; 1994.

4 - "História da Igreja Cristã"; R. H. Nichols; CEP;1992.


Fonte: Pregai o evangelho


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A teologia do medo

Por Renato Vargens

Os templos neopentecostais estão abarrotados de pastores que disseminam a nefasta teologia do medo. Infelizmente, O medo tem sido espargido pelos ministros da prosperidade que de forma desavergonhada anunciam o evangelho do pânico, cujo protagonista é satanás. Nele, o crente é ensinado de que o diabo pode afligi-lo, atormentá-lo, além obviamente de destruí-lo roubando-lhe a salvação eterna. Para tanto, os evangelistas à lá Zé do caixão, promovem entrevistas com demônios, ensinam sobre o poder do capeta, além de propagarem um cristianismo onde o dualismo e o maniqueísmo se fazem presentes.

Ora, vamos combinar uma coisa? Este tipo de doutrina é extremamente interessante para os adeptos da fé “hitchcochiana”, até porque, ao instalar a política do medo no coração dos incautos, se torna mais fácil, comercializar os apetrechos da fé, cujo poder é mágico, além de eficaz para afastar mal olhado, olho grande e todo tipo de feitiçaria.

Para piorar a situação, as doutrinas propaladas pelos terroristas neopentecostais, impõem sobre os cristãos a idéia de que não existe salvação sem a intervenção milagrosa de Jesus mediante as mãos de apóstolos, bispos e pastores especiais. Ao serem induzidos a pensar desta maneira, um número incontável de cristãos abandonam na esquina da vida doutrinas como o sacerdócio de todos os santos, salvação e outras mais. Além disso, por acreditarem na existência de líderes especiais, os membros destas igrejas tornaram-se reféns de uma política espiritual, onde desobedecer a determinação do pastor é pecado grave, podendo trazer maldições da parte de Deus sobre aqueles que tocam no “ungido” do Senhor.

Isto posto, afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito a teologia do medo. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo. Vale à pena ressaltar que a Bíblia também nos ensina que somos de Deus e que em virtude disto maligno não nos toca. Em outras palavras, isto significa dizer que não existe esta história de que o diabo pode aprontar o que quiser na vida do cristão.

Louvado seja o Senhor que nos VERDADEIRAMENTE nos libertou e que por intermédio de sua cruz nos tornou livres.

Pense nisso!

Fonte: Blog Pr Renato Vargens

sábado, 17 de outubro de 2009

Tróia, a história se repete


Já a muito tempo temos um Cavalo de Tróia Dentro da Igreja.

Muitos não querem reconhecer o que Jesus, Paulo e os demais escritores bíblicos já haviam dito, que se me permitem traduzir do meu jeito: “Vigiai, o inimigo é astuto e entrará no meio de vós como aconteceu na guerra de Tróia”. (Existe algo belo dentro da Igreja que o inimigo quer pegar a todo custo, o que será?)

Muitos estão fazendo festas, congressos, shows, inclusive nesse exato momento vejo uma propaganda para que se pague cerca de 10,00 reais para entrar em um hotel com um grupo de pessoas que oram, isto é, vão se reunir para orar e o ‘investimento’ é de dez reais por pessoa; bom em meu quarto, graças a Deus, oro e não pago nada, é maravilhoso e com grandes efeitos pelo poder do nome de Jesus, na igreja com meus irmãos também há 3 reuniões diárias e é tudo de graça.

Muitos não conseguem reconhecer o Cavalo de Tróia que penetrou na Igreja e em suas próprias fileiras e as está seduzindo por dentro.

É muito estranho que a maioria dos líderes cristãos atuais que, corretamente, denunciam veementemente muitos outros males, pouco ou nada estão dizendo sobre o reavivamento da feitiçaria, do paganismo que está varrendo tanto o mundo secular quanto a Igreja.

Em muitos casos, esta omissão reflete uma falta de per­cepção, ou pura ingenuidade; em outros casos, reflete uma falta de disposição em admitir seu próprio envolvimento.

Por que is­so acontece?

Porque a maioria dos crentes está tão desinforma-da sobre o ocultismo que não são capazes de reconhecê-lo a não ser em suas formas mais chocantes. (Será que precisa ser tão chocante?)

Além disso, poucos crentes parecem entender as passagens bíblicas que proíbem as práticas ocultistas e supersticiosas, de modo que não conseguem identificar a feitiçaria e o ocultismo com base nelas.

Nos poucos ‘conservadores ortodoxos’ que existem, estamos os vendo se dobrarem a baal, isso mesmo ,presenciamos o fato consternador de que não só os ‘liberais’, mas também os conservadores estão sendo seduzi­dos em número impressionante.

A proporção em que crenças anti-cristãs e até mesmo ocultistas têm sido integradas ao cristianismo nos últimos tempos é assustadora, e essa tendência se acelera hoje em um ritmo alarmante. Claro, são as “contrações” das dores de parto, perto está o dia.

A isca do anzol pagão sempre foi a promessa de divindade feita a Eva pela Serpente. (Haja divindades....)

A tentativa de dar realidade a esta di­vinização envolveu a humanidade em inúmeras formas de ocul­tismo ao longo de sua história.

Uma palavra que é usada fre­quentemente para abranger todas as práticas pagãs/ocultistas é "feitiçaria". Um cristianismo feiticeiro ou a feitiçaria cristianizada, agora fiquei na dúvida, rsrs, a repaganização é tão forte que não se percebe, é arte do diabo o ‘enganador’ e isso ele sabe fazer muito bem, é doutor nessa área.

Homens (?), divinizados por eles mesmos e pelos outros homens estão entrando em um Cavalo de Tróia (já entraram?) dentro da igreja (local, hummm) manipulando a realidade interna, externa, passada, presente e futura com técnicas variadas de exercer poder mental sobre a matéria, e isso, num espectro que vai da alquimia, da astrologia ao pensamento da possibilidade.

Os malditos entram com seus cavalos abarrotados de pestes perniciosas como ioga, músicas sem conteúdos bíblicos, parapsicologia, dramatização, sugestologia (poder da mente) ......

O que temos visto e com discernimento vemos, as chamadas “operações do Espírito” são manipulações baratas, de uns palhaços que vivem a saracotear no pulpito (palco?) porém 'operações troianas' fortes, e que a cata de sucesso financeiro e poder de divindade, esses 'pastores ocultistas' invadem a cidade (arraial evangélico) com a maldição da feitiçaria em forma de aprovação divina.

Nesse caso o sucesso e a auto-estima tornaram-se tão importantes na Igreja que parecem ter ofuscado tudo o mais, é por isso que vemos a grande aceitação desse “evangelho do sucesso”. Um "Outro evangelho" anematizado por Paulo.

Infelizmente para essa gente, Jesus não veio ao mundo "para salvar os pecadores" (1Tm 1.15), apesar de o próprio Cristo ter dito que veio para “chamar... pecadores ao arrependimento” (Lc 5.32).

Infelizmente bereianos, a feitiçaria, o paganismo, as superstições está a todo vapor no mundo e entrando na igreja, joio semeado enquanto os Filhos do Reino dormem, o “Cavalo de Tróia” está entrando (está dentro?) porque muitos deixaram de "pregar a Palavra a tempo e fora de tempo" abriram-lhes as portas. E como um Mineiro de Três Corações me lembro: "Porteira que passa um boi (cavalo?), passa uma boiada", rsrs, e que boiada, em cada esquina, a cada dia vemos um novo curral de ovelhas (vacas?), para chamá-las já existem os experts em shofar (berrante), e ao som desse shofar (berrante) as ovelhas são tradadas como verdadeiras vacas a comer o amaldiçoado capim da feitiçaria, macumbaria, supertições baratas e nocivas a alma, me desculpem, é que as vezes fico indignado quando penso nessa 'laia' de supostos pastores(as), apóstolos(as), shofarzeiros e tudo que o diabo fornece como ferramentas para esses malditos troianos; mas que se arrependerem há ainda solução e oro a Deus para que isso aconteça rápido.

Sim, aí vem o cavalo sob a forma de técnicas de motivação, feitiçaria e sucesso, de atitude mental positiva e das mais recentes psicoterapias ‘batizadas’ com terminologia crstã.

A guerra de Tróia descrita com detalhe na apenas na 'Eneida' com seu lendário cavalo idealizado por Odisseu e construído por Epeu e que durou dez anos, essa "guerra de Tróia" agora durará até aquele Grande Dia.

Bom, presentes de gregos é o que não faltam por aí, a começar com o Ecumenismo.

Só nos resta agora é dizer:

“Senhor, não nos deixes cair em tentação mas livra-nos do mal, amém!

"Filhinhos, guardai-vos dos ídolos".

Bereiano.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ao mestre com carinhoOOO


"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." Pv 22:6

O que é um "Professor"?

Seria um mentecapto masoquista, que possui o insano desejo de flagelar-se diuturnamente em salas hiperlotadas e com uma carga horária escravagista e mal remunerada???

Talvez um kamikaze mental, a buscar a glória do suicídio moral e social pela venerável profissão???

Ou seria um herdeiro dos heróis mitológicos Perseu e mesmo Héracles, pois só assim para suportar tanta ignomínia impetrada e ainda assim fazer:

A) Plano de Aula;

B) Correção de provas, testes e trabalhos;

C) Orientação dos alunos;

D) Sair de uma escola para outra, às vezes cinco ou seis empregos distintos, trabalhando além das 8 horas diárias por lei para ter o mínimo de dignidade para sí e sua família...
Classe tão aviltada por mau exemplos aqui e alí, mas cuja massa ainda prima pelo "sacerdócio" de ensinar e pelo "manto" de "educador".

A esses nobres colegas meus parabéns, minha admiração aos que ainda pelejam nas salas de aula e meu lamento por essa sociedade que não sabe valorizar nossos profissionais.

Sem o professor, não haveria nem os médicos, juízes, cientistas, e todas as demais profissões.
Parabéns e que Deus os abençoe nesse dia meus irmãos.

Embora já tenha entregado os pontos e largado o magistério pela afronta que é lutar contra esse patronato escravagista e esse governo meliante, meus sinceros respeito e admiração, para quem ainda carrega sobre sí, esse "sacerdócio" e esse "manto"....

PARABÉNS, PROFESSORES DO BRASIL....
Por Julio Cesar, vulgo "Cyrano".


Fonte: Mulher adoradora

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carta aos instrumentistas de nossas igrejas


Por Ramon Tessmann

Hoje em dia, instrumentistas cristãos têm tido um pouco de dificuldade para encontrar artigos, estudos ou livros direcionados especialmente a eles. Como sabemos, há uma grande sede por material sobre louvor e adoração, e muitos acabam se perguntando: "Como devo utilizar o meu dom na obra de Deus?", "Qual é a melhor maneira para um músico cristão realizar a sua obra?", "O que devo fazer para dar o melhor de mim a Deus?". Bem, este estudo trará a luz algumas dicas básicas destinada especialmente a estas pessoas que desejam utilizar o seu talento musical na obra de Deus. Leia atenciosamente as linhas abaixo:

O Aprimoramento do Dom

A Bíblia fala em Romanos 12.5 a 8: "...assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria". Para resumir, este verso diz para nos dedicarmos naquilo em que fomos chamados a fazer. Por esta razão, a regra número 1 do músico cristão é aprimorar o seu talento musical dentro do possível. Com certeza, Deus não quer músicos preguiçosos, músicos sem vontade para ensaiar, músicos que não desenvolvem o seu talento. Deus quer que nós multipliquemos o nosso talento!!!

Os ensaios com o Grupo

Vimos acima que o músico deve aprender a aprimorar o seu dom. Por outro lado, a maioria dos músicos não toca sozinho na igreja, mas participam de um grupo musical. Por esta razão eles devem participar de pelo menos um ensaio por semana com toda a equipe. E com certeza esta equipe tem que, antes de tudo, estar entrosada. Senão será um caos, cada um tocando de um jeito diferente! O músico também deve estar ciente de que não estou falando apenas de ensaios musicais, mas reuniões que tratam sobre assuntos do grupo, assim como reuniões de orações e estudo da Palavra.

Horários e Compromissos

Este é um assunto de suma importância. Todos os músicos que querem agradar a Deus devem ser responsáveis com todos os seus horários e compromissos estabelecidos. Se acontecer o contrário, o músico estará entristecendo a Deus e magoando as outras pessoas do grupo. A irresponsabilidade de um irmão pode fazer os outros pensarem: "Se ele pode, eu também posso!" ou "Se fulano chegou atrasado, eu também posso chegar!". Irresponsabilidade gera mais irresponsabilidade, aí o líder terá dificuldades para exortar. Na verdade, este é um mal que deve ser cortado pela raiz. Meu querido irmão, seja pontual e não falte seu compromisso sem avisar antecipadamente!!!

Cuidar com a Aparência

Bem, este é um assunto delicado mas nós não podemos deixar de comentar. O músico deve fazer o possível para não estar vestido de uma forma chamativa ou escandalosa. Isto porque ele subirá ao palco para tocar e estará à vista de todas as pessoas. Muitos irmãos podem perder a atenção ou não conseguir se concentrar no louvor por causa de vários motivos relacionados a vestimentas, sendo que o problema maior é a indecência. Vamos ter um pouco mais de sabedoria (o nosso corpo é templo do Espírito Santo) e um pouco de amor a Deus e aos irmãos, e cuidar com quê vamos nos vestir antes de ministrar no púlpito.

Investir tempo no relacionamento com Deus

Da mesma forma que cobramos ensaio e esforço do músico, isto de nada valerá se o músico não ter relacionamento com Deus. A unção (puf!), vai embora! É um erro pensar que a unção vem da musicalidade, mas muitos irmãos ao verem um conjunto abençoado, correm para os instrumentos tentando imitar os músicos que viram, pensando que vão trazer a mesma unção. Esta é a regra mais importante de todas: o músico deve ser um adorador, um amigo de Deus! Senão acontecerá igual aos grupos mundanos: eles tocam muito bem, mas a música é vazia!!! O músico deve buscar a santidade e ter um ótimo testemunho de vida, ou tudo pode ir por água abaixo. Meus irmãos, quantos músicos cristãos têm se perdido porque se dedicaram demais aos instrumentos e se esqueceram de Deus? Se você quer UNÇÃO, há duas coisas que você deve fazer todos os dias: ORAÇÃO E LEITURA DA PALAVRA! Isto é, RELACIONAMENTO COM O PAI!

Fonte: Ramon Tessman

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que a graça?

O QUE É GRAÇA?

Uma perspectiva subjetiva-filosófica
Por Esdras Gregorio



A graça é força irresistível do evangelho que atua em nos, pela verdade que persuade e domina o ser na esfera mais profunda e consistente da alma humana.

Em tal estado de graça o ser se sente tão irreversivelmente ligado ao evangelho da mesma forma que estamos irremediavelmente presos a natureza e a condição humana. Uma vez que graça não é movimento ou objeto desta dimensão terrena, mas um processo ininterrupto de composição imaterial no domínio mais íntimo da vontade e das decisões humanas, nem um poder de coisas e eventos da existência material, podem interromper tal ação de designo eterno de Deus no coração do homem.

Perdão, lei, contrição, paz e culpa são termos humanos usados a fim de se explicar a tentativa e o procedimento de ligação do homem com Deus que se faz em todas as religiões. Mas a graça não é o mero perdão como acesso a Deus numa lei de mérito de arrependimento, ou causa e efeito na relação do humano com o Divino, mas um estado espiritual da constituição mais fundamental do ser do homem, que não se altera por decisões inconstantes tomadas no palco da existência contraditória da superfície deste ser.

O homem na existência esta sujeito não só as força dos episódios que sucedem sobre ele, como também a própria modificação natural que vem pelo passar do tempo. A própria maneira de ver e reagir de cada um advém das condições características de existência especial e particular. Particularidades estas que pela graça não tem poder de influir na decisão mais objetiva da alma.

Se na existência existe variações de vontades e inconstância de decisões pela subjugação do homem a complexidade do mundo de eventos e possibilidades. Na esfera do ser a graça é essa força irresistível sobre o coração, cujas variações e incidentes da existência não podem suprimir. Nada fora da alma a não ser uma decisão do próprio coração podem tirar o homem deste estado de segurança absoluta a que se chama graça, contra os acontecimentos no corpo e no campo das sensações humanas.

Portanto graça é à força da revelação do evangelho no coração que cativa o homem de tal forma, mesmo acontecendo os episódios mais trágicos não prescritos para o ente humano sujeito a lei de Deus. Graça é essa verdade incontestável na nossa consciência, cujo poder de acidentes, quedas e reincidências não alteram e nem suprimem o seu efeito no nosso coração. Em suma a graça é a segurança eterna da salvação daquele que crê.



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Fome no mundo e o Jejum escolhido por Deus


Por Mariel M. Marra

“Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda; então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”
Isaías 58.6-10

São diversas as razões pelas quais a Igreja jejua: para recebermos unção e sermos cheios do Espírito Santo (At 1.14; 2.1-4); para termos autoridade sobre os demônios (Mt 17.21), sendo que todas elas são bíblicas e são praticadas pelo povo de Deus. Contudo, pela boca do profeta Isaías (significado do nome: “Javé salvou”), o Senhor proclamou o jejum escolhido por Ele; Vemos em Isaías 58 que o verdadeiro propósito do jejum não é apenas se abster de alimentos, mas sim praticar a justiça com todos, alimentar o faminto, vestir o nu, cuidar dos empobrecidos e necessitados, afinal “em verdade vos afirmo que, sempre que fizestes o bem a um destes pequeninos do Senhor, ao próprio Senhor estarão fazendo” (Lc 25.40; Tg 1.26,27).

É escandaloso, mas segundo o World Food Programme da ONU (Programa Alimentar Mundial – PAM), por consequência da recente crise econômica, a alta nos preços dos alimentos levou mais 105 milhões de pessoas a passarem fome na primeira metade de 2009, fazendo o número total de famintos no mundo aumentar para mais de um bilhão.[1] Sim, mais de 1 bilhão de pessoas têm dificuldade para conseguir uma refeição satisfatória e tal informação trata-se de uma afronta aos cristãos de todo mundo, afinal estamos diante de uma catástrofe humana que urge por uma solução.

Desse modo é preciso que hoje clamemos a plenos pulmões, não nos detenhamos em questões periféricas, mas sim ergamos a voz como a trombeta e anunciemos ao povo de Deus a sua negligência (Is 58.1). E ainda oremos para que Deus levante seus profetas perante a ONU, chamando a atenção do mundo e especialmente dos países ricos (G8), afim de que estes se dediquem mais a ajuda humanitária.

De acordo com Josette Sheeran, diretora-executiva do Programa Alimentar da ONU, se fosse investido menos de 1% de tudo o que foi gasto para conter a crise econômica mundial, o problema da fome no mundo seria solucionado.

É estarrecedor saber que para salvar o capitalismo mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo e não recebem nem 1% dos recursos utilizados. Nisso vemos que estamos vivendo uma crise mundial de valores éticos, onde a vida humana tem sido vilipendiada e a Igreja muitas vezes tem adotado uma posição escapista diante da realidade, negando o seu papel fundamental de ser sal e luz no mundo, isto é, exercer influência nesse mundo propondo que a busca por uma economia solidária seja imperativo diante de tamanhas desigualdades.



***
Fonte: Ponto Crítico. Via Púlpito Cristão

Nota: [1] - No Globo, Fome atinge mais de 1 bilhão de pessoas

domingo, 4 de outubro de 2009

A ADORACAO NOSSA DE CADA DIA - II



ADORAÇÃO E SERVIÇO

A adoração também é enganosa quando não há serviço real ao reino de Deus. A verdadeira adoração anda de mãos dadas com o serviço ("...ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás" Mt.4.10). O serviço implica logicamente em mais que palavras e pensamentos, por mais poéticos e filosóficos que sejam.

Em verdade, adoração feita só de palavras, versos e poesia é abominável ao Senhor, como vemos em Isaías 29.13: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Adorar com "mais que palavras", é adorar servindo ou servir adorando.

O serviço a que nos referimos é portanto, aquela noção de que nossos afazeres diários são para a glória de Deus. O senso de adoração precisa ser sobretudo bíblico, e então atingir intensamente cada aspecto da nossa vida. O seu trabalho secular é para a glória de Deus, não importando o que você faça; o seu momento de lazer também é para glória de Deus! Enfim, "tudo o que fizerdes seja em palavra seja em ação fazei em nome do Senhor Jesus dando por Ele graças a esse nome".(Cl.3.17) Precisamos resgatar o sentido da verdadeira adoração, pois Deus não recebe adoração que não tenha sido por Ele mesmo estabelecida. Não podemos pensar que tudo o que Deus pede é sinceridade, pois podemos estar sinceramente errados.

Martinho Lutero nos deixou um legado importante de resgate da adoração simples, que não requer invenções copiadas sem critério do mundo doente, como vemos hoje. E é dos dias da Reforma que nos vem um exemplo maravilhoso, quando um certo sapateiro se aproximou de Lutero perguntando "o que deveria fazer da sua vida, agora que se tornara cristão", e o sábio reformador disse prontamente, "faça um bom sapato e venda por um preço justo"! Talvez aquele homem esperasse uma resposta clichê do tipo, "consagre-se inteiramente ao Senhor, viva só da obra"! Mas Lutero sabia que somos verdadeiros adoradores com o nosso trabalho bem executado, sendo bons profissionais em nossa área, não dando ‘calote’ na praça, sendo bom pai e bom marido e até quando separamos de forma ordeira um tempo para o lazer.

Em outro momento perguntaram a Lutero "o que você faria hoje, se soubesse que Cristo volta amanhã ?" e o Reformador mais uma vez surpreendeu: "plantaria uma árvore" ! Pois não importa o amanhã, nem o domingo de culto, nem lugar (Jo.4.21-23). Precisamos viver cada dia para glória de Deus, cada atitude nossa deve glorificar o Nome do Senhor da vida !

Porque dEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas, a Ele pois a glória para sempre, Amém!

Fonte: Adoração e Pregação

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A ADORACAO NOSSA DE CADA DIA - I


"Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor".
Salmo 113.3


"Nós não vamos à igreja para adorar, porque a adoração deveria ser a atividade e atitude constantes do cristão dedicado. Nós vamos à igreja para adorar pública e corporativamente". (John Armstrong)


ADORAÇÃO COTIDIANA

Normalmente pensamos em adoração somente quando estamos no culto. Alguns mais reducionistas ainda pensam em adoração naquele momento do culto destinado ao louvor congregacional. Dessa forma, o que deveria ser parte da "atividade e atitude constantes do cristão dedicado", se torna um fim em si mesmo.

O que deveria ser um momento sublime de crescimento, de edificação e comunhão com Deus, se torna um drama de esforço patético para "sentir" alguma coisa. E o pior é que "sentimos", e o resultado dessas sensações é a perpetuação do erro. É uma catarse que nos alivia e "justifica" uma vida superficial, cheia de desvios, de altos e baixos, enfim de pecados mesmo. A expressão de adoração se torna apenas um compartimento separado da vida. Habilmente construímos vários desses compartimentos (vida espiritual, vida material, vida sentimental, vida profissional, e por aí vai...), chamamos de "vidas", mas na verdade são máscaras existenciais.

A verdadeira adoração segue um caminho inverso, ou seja, não é um momento de êxtase que justifica o "vale tudo" e seus compartimentos, e sim uma vida que torna relevante o momento do culto como bem expressou Geoffrey Thomas: A verdadeira adoração surge a partir de um contínuo andar com Deus. Um homem que dificilmente pensa em Deus durante os seis dias da semana, não está apto a adorá-lo corretamente no sétimo dia. Se tal pessoa fala quanto está se "regozijando" na adoração, alguma coisa está errada com ele! Ele está se entretendo ou está recebendo aquela vaga sensação de desafio que o homem natural desfruta.

Por outro lado, em meio à verdadeira adoração, tal pessoa deveria sentir quanto está afastada de Deus e sentir uma tristeza santa por sua negligência para com a glória do Senhor. (Geoffrey Thomas) Como podemos ver estamos nos distanciando da verdadeira adoração na medida em que desvinculamos o domingo do restante da semana. O que Geoffrey está dizendo é que a nossa adoração formal do domingo é enganosa se Deus não é Senhor de nossa vida todos os dias. Nos anos 80 o pastor Caio Fábio expressou essa mesma verdade com muita propriedade, dizendo: "Quando não há culto na vida, também não há vida no culto".

Fonte: Adoração e Pregação

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A incompatibilidade do "gospel" com a pregação da palavra


Parte da igreja evangélica brasileira trocou a centralidade da Palavra de Deus pela chamada música gospel. Lembro que houve uma ocasião em que fui convidado para pregar em um congresso numa cidade próxima a minha. Como sou extremamente pontual, cheguei à igreja na hora marcada. O culto começou exatamente no horário combinado, dando a impressão de que teríamos uma noite especial. No entanto, o que eu não imaginava era de que aquela noite seria marcada as mais variadas apresentações musicais. Depois de quase duas horas de reunião, onde duetos, corais, bandas e grupos de coreografia se apresentaram o pastor movido por uma aparente espiritualidade me concedeu 10 minutos para a homília, afirmando, que o que Deus tinha que fazer, Ele já tinha feito.

Pois é, infelizmente essa é a realidade de muitas comunidades cristãs deste país, onde muito se canta e pouco se estuda. Ao contrário dos adeptos do gospel tupiniquim, para os Puritanos a pregação era de extrema importância. Para eles, o sermão era o clímax litúrgico do culto público. “Pregação sob quaisquer circunstâncias, é um ato de adoração”. Nada, eles diziam, honra mais a Deus do que uma fiel declaração e um obediente ouvir de Sua verdade. Os Puritanos também diziam que a pregação é a exposição da Palavra de Deus. Eles costumavam afirmar que na fiel pregação, o próprio Deus está pregando, e que se um homem está fazendo uma verdadeira exposição das Escrituras, Deus está falando, pois é a Palavra de Deus, e não a palavra do homem...Os Puritanos também asseveravam que o sermão é mais importante que as ordenanças ou quaisquer cerimônias. Eles alegavam que ele é um ato de culto semelhante à eucaristia, e mais central no serviço da Igreja.

Isto posto, afirmo que um dos motivos da igreja brasileira encontrar-se perdida em tantos conceitos espúrios se deve ao fato de termos abandonado a exposição e pregação da Palavra. Na verdade, o problema foi que trocamos a Bíblia pela baqueta, deixando de lado o estudo e a reflexão das Escrituras Sagradas. Para piorar a coisa, os dias de hoje estão repletos de pessoas, que fundamentados numa exegese equivocada propagam conceitos absolutamente antagônicos a Palavra de Deus. Tais indivíduos, movidos por uma devocionalidade esquizofrênica afirmam que a letra mata, que a teologia engessa a fé e que o Espírito é livre para fazer o que quiser. Para estes o que importa é a espontaneidade e qualquer ênfase que se dê a reflexão impedirá a manifestação daquilo que chamam de avivamento.

Caro leitor, a música não pode ser a ênfase principal de nossos encontros. Ainda que saibamos que devemos louvar a Deus na grande Congregação, é indispensável que compreendamos que ouvir PALAVRA DO SENHOR é o que definitivamente importa.

Fonte: Renato Vargens, via Bereianos

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sede agradecidos



"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco".
(1Ts 5:18)

Dai graças. A ingratidão a Deus é a marca do homem caído. Sua natureza corrompida pelo pecado o impede de reconhecer que o sol e a chuva, a vida e o ar que respira, a saúde e a força de trabalho são dádivas de Deus, pelas quais deveria viver agradecido. Mesmo quando prospera mais que os filhos de Deus, não vê nisso o favor divino, e por isso não o glorifica.

O mais triste, porém, é que muitos crentes revelam essa mesma atitude de ingratidão. Passivamente, não agradecem a Deus por todas as bênçãos com as quais Ele os tem cumulado, e até distinguido dos ímpios. Vivem como se tudo o que tem fosse resultado de conquista pessoal. E ativamente murmuram e reclamam dos eventuais reveses que enfrentam. Mesmo sendo seus maus momentos passageiros e para seu bem, assumem uma atitude de injustiçados diante do seu Senhor, como se merecessem o que lhes falta. Mas o mandamento do Senhor é "sejam agradecidos".

Em tudo. Outra falha na atitude dos crentes consiste em atribuir a Deus o bem que experimentam e culpar o Diabo por qualquer vento contrário. Isto mostra mais que ingratidão, revela desconhecimento do controle providencial de Deus sobre todas as coisas, fazendo com que tudo concorra para o bem daqueles que amam a Deus. Não precisamos dar graça por tudo, pois algumas coisas são realmente ruins, e seríamos hipócritas diante de Deus se não disséssemos que está doendo. Porém, devemos dar graças em tudo, vale dizer, em qualquer situação, pois mesmo naquilo que realmente é maligno o Senhor está transformando-o em um bem maior para os Seus filhos, visando sua glória.

É a vontade de Deus. Pelo fato de Deus controlar todas as coisas para Sua glória e para nosso bem, Sua vontade é que aprendamos a viver contentes, em toda e qualquer situação. Nosso contentamento, expresso em atitude e palavras, demonstra nossa submissão à vontade divina e nossa gratidão em tudo. A vontade de Deus, pois, não é que vivamos ambicionando e numa busca cosntante de coisas melhores, mas que sejamos agradecidos com o que temos, sabendo que na fartura ou na privação, Deus cuida de nós.

Em Cristo Jesus para convosco. Todas as bênçãos que experimentamos chegam a nós por meio de Jesus. Por isso, a vontade de Deus que demos graças a ele por tudo, também é em Cristo Jesus. Assim, o crente que está em Cristo, deve viver em Cristo, e nEle ser grato ao Pai. Finalmente, devemos considerar que este mandamento é para nós, crentes dos dias de hoje. A vontade de Deus é para conosco. Aprendamos a viver sóbrios e satisfeitos em tudo, dando sempre graças ao Pai.

Soli Deo Gloria

Fonte: Cinco Solas

Sexo, drogas e rave!


Confesso que tenho andado extremamente preocupado com o comportamento dos jovens em nossa sociedade. De fato, é absolutamente perceptível observarmos que a juventude brasileira, encontra-se completamente desorientada. Isto se percebe claramente nas relações familiares, afetivas e pessoais, onde valores outrora absolutos, em virtude da pós-modernidade que nos envolve, foram definitivamente relativizados. Na verdade, ouso afirmar que vivemos uma significativa crise, a qual poderá nos levar a um sério conflito social nos próximos anos.

Acredito que boa parte da sociedade brasileira esteja inquieta com inúmeras noticias e reportagens sobre as denominadas festas RAVE. Infelizmente a cada semana surgem nos meios de comunicação notícias que jovens morreram em festas deste tipo. A definição de uma festa Rave é bem ampla, pois vai desde um local mais afastado (zonas rurais, sítios, ilhas, etc.) a locais mais exóticos (fabricas abandonadas, galpões, cais do porto, etc.), tocando diversos tipos de músicas (eletônica, dance, rock, etc.), reunindo sempre muita gente e com um horário de início/final bem extenso.O evento em questão tem por objetivo reunir centenas de jovens os quais, movidos por drogas sintéticas e álcool dançam sem parar por horas a fio. Junta-se a isso, o fato de que a promiscuidade sexual, se faz presente no festejo levando os nossos jovens a possibilidade concreta de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Isto posto, creio que a Igreja de Cristo precisa URGENTEMENTE posicionar-se diante do caos que se encontra a sociedade brasileira. Somos e fomos chamados para sermos o “Sal desta terra e a Luz deste mundo”. Na verdade, tanto a figura do sal quanto a da luz pressupõem a idéia de envolvimento com a realidade. O sal não pode dar sabor se não se misturar ao alimento. De modo semelhante, a luz não pode iluminar se não emitir seus raios pelo ambiente, a fim de clareá-la.

Jesus veio para salvar os pecadores. Cabe à Igreja fazer chegar essa salvação aos perdidos, o que nos leva a entender de forma explicita de que a igreja deve ser a igreja do caminho e não do balcão. Ela não pode permanecer como espectadora da história: tem de descer para onde se travam as lutas reais dos homens anunciando-lhes através de Cristo, valores incorruptíveis que aplicados em nossa vida e sociedade, promoverão o resgate de uma vida mais saudável e feliz.

Por Renato Vargens

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ao líder do ministério de louvor.


Por Jonara

Querido(a) “responsável pelo grupo de louvor” tem sido muito triste o rumo que os “grupos de louvores” tem tomado.
Escolhem as vezes letras sem nexo porque está na moda, ou o cantor é famoso, ou o ritmo é gostoso, etc., mas nunca leem a letra e dão prioridade ao que ela ensina.

Eu aconselho em primeiro lugar, averiguar a letra. Verifique se o conteúdo é bíblico, se realmente tem fundamento cantar “aquelas palavras” ao Senhor, ainda que seja um ritmo legal ou um cantor (a) famozérrimo..
Depois, assegure-se se o grupo vive isso. Creio que a adoração em louvor, deva partir primeiramente do grupo, assim como a pregação ao pregador.
Muitos “criticam” os pregadores que não vivem o que pregam, mas não se preocupam em viver o que cantam.

Se o grupo vive discordias e/ou intrigas, fica dificil querer levar à igreja entrar nos átrios do Senhor com hinos.
Sou totalmente à favor de que, os “grupos de louvor” reunam-se além dos ensaios e tenham momentos de discontração, oração, ensinamentos, adoração e louvor.
Precisam estar em harmonia pra depois transpassar harmonia.

Atualmente, preocupa-se muito em sucesso e profissionalismo, e até concordo que tem sido uma geração de “grupos” extremamente profissionais, musicos e musicistas excelentes, mas adoradores ausentes.

Vale a pena averiguar, analisar tudo à luz da palavra de Deus, e exaltar mais à Deus e menos o homem e lembre-se: o “grupo de louvor” é responsável assim como o pregador, por tudo o que a igreja ingere e Deus ainda busca verdadeiros adoradores. Que o adorem em espírito e em verdade.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre minha fé abalável



Por Leonardo Gonçalves


Hoje vi alguém afirmar que "o cristianismo é uma aposta sem riscos". Não sei quem é o autor desta frase, mas sei que a visão do cristianismo como uma aposta remonta ao filósofo Blaise Pascal. Partindo da premissa de que é impossível “provar” que Deus existe, Pascal conclui que, de um jeito ou de outro, todos nós jogamos dados com Deus, mesmo ele não jogando dados com o Universo.

Impossível não concordar com Pascal. Infelizmente (ou não), ser cristão é uma aposta. E não só uma aposta, mas um penhor: Você entrega sua vida aqui, para receber algo melhor no além.

É ainda um salto no escuro, como disse Kierkgaard. Nos aventuramos a seguir um Deus que não vemos, e a prova da sua existência e da nossa esperança se reduz em fé (Hb 11.1).

Houve um tempo em que eu pregava um cristianismo acima de qualquer dúvida. Debatia com ateus, explorava os argumentos de Anselmo e Aquino, dissecava livros do Geisler e do Craig, e assim vendia a idéia de um cristianismo acima de qualquer suspeita. Eu era tolo e não sabia...

Hoje, alguns anos mais tarde, descobri que a dúvida é parte de um "pacote" chamado cristianismo. Há lacunas em nosso conhecimento que jamais serão preenchidas. Seguir a Cristo é apostar que tudo o que Ele disse é verdade.

As almas sinceras hão de admitir: Não temos todas as respostas, embora tenhamos respostas suficientes. Não possuímos toda a fé, embora Cristo nos aperfeiçoe na fraqueza. Não sabemos tudo sobre Deus, mas cremos que ele sabe tudo sobre nós.

As vezes me pergunto: Onde foi que eu andei este tempo todo? E a resposta que encontro é a mesma: Longe, muito longe do Senhor. Com a cabeça cheia de argumentos, mas com o coração oco. Mas eu tinha certezas! Agora, ao contrário daqueles dias, tenho muitas dúvidas. Não entendo porque tem tanta gente boa se arrebentando, se machucando; e tanto hipócrita se dando bem.

Os versos assimétricos do poeta Renato parecem refletir a verdade com uma força indizível: "É tão estranho... Os bons morrem jovens. Assim parece ser." Quem é bom quase sempre se dá mau. O mundo é injusto as vezes, e eu não sei porquê.

Porém, apesar de todo esse existencialismo, das repentinas (e passageiras) incertezas, eu nunca me senti tão perto de Deus! É um paradoxo, eu sei, mas tal como as trevas evidenciam a luz por contraste, também a fé se fortalece na dúvida. E eu poderia te dizer qualquer outra coisa, mas isso não seria sincero. Poranto, o que digo é: Você deve crer em Deus, mesmo em face deste mundo injusto, e confiar na Palavra dele de que um dia a justiça reinará.

Minhas dúvidas nunca acabam. Ontem duvidei, por um instante desesperador chorei. Eu quis entender e não pude (e talvez jamais possa). "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos".

Mas há um fato irrefutável. Deus me deu uma certeza que nenhum manual de doutrina cristã pode dar. É quando "O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". Ah... certeza insofismável! Em um instante a nuvem escura se dissipa e a paz novamente reina (ainda que momentânea). "Paz... paz... Cuán dulce paz!"


"E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade."

sábado, 12 de setembro de 2009

A vocação de João Batista


*Toda mãe e pai têm um sonho: Ver seu filho formado em uma boa faculdade; com um bom emprego; bem casado;
*Mas Deus tem um propósito específico para cada um de nós. Uma VOCAÇÃO!
*Enquanto o bacana era ter filhos bem sucedidos, Isabel teve um filho que foi “grande para Deus”, mas desprezado pelos homens.
*Nossa missão também inclui isso às vezes, o desprezo dos homens. Mas sempre que você for desprezado pelos homens, lembrem-se vocês estão sendo grandes pra Deus!
*Muitas vezes nos julgam pela nossa aparência, querem que sejamos como o mundo é, mas nós temos vestes espirituais que nos diferem deles.

*João Batista nunca foi um modelo de beleza e razão. Ele era guiado pelo Espírito Santo.
*Sua mãe o teve, o viu crescer, comendo gafanhotos com mel, vestindo peles, indo pro deserto e depois disso tudo ainda foi lançado decapitado em frente de sua mãe.

 Ao invés de hambúrguer - gafanhotos com mel
 Ao invés de roupa da moda – pele de animais
 Ao invés de ir ao rock’n rio – Deserto

*E depois disso disseram a sua mãe: Aqui está o corpo de seu filho João, mas a cabeça dele nós não trouxemos porque ela serviu de opróbrio e escárnio no castelo de Herodes.

*Antes de sua morte, João ainda denunciou Herodes dentro de seu próprio covil. (Marcos 6:18)
*A obra que Deus tem na sua vida o homem não pode parar, a morte não pode parar, nem mesmo o diabo pode parar.

*João foi diferente no meio daquele povo! Seja diferente no meio desse povo perdido.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Fonte: Blog do Marcio de Souza

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O joio e o trigo


Por Esdras Gregório

Quer sejam aqueles que estão entre nós, homens verdadeiros que na sua sincera humanidade deixam escapar uma inverdade, ou homens cínicos que na sua afetação se utilizam com maestria da verdade, a ministração do templo deve e há de continuar como sacrifício prestado de almas que vivem da igreja, ou dela absorvem a vida.

O trigo e o joio crescem nela, o bom e o mal a servem, ou nela se convêm. Mas do mesmo jeito que o mal no convívio com o bem, com o bem se parece; o bom que por incidente não deixa de ter em si um pouco do mal, pelos mesmos motivos ao mal se junta na luta da subsistência desta seara.

Nela, trigo e o joio crescem juntos, misturando-se, apropriando-se um do outro, tornando tênue a linha que os separa; mas inconfundível para Aquele que com foice ceifa, com graça soberana, o trigo que sabe que não passa de um joio, mas com justiça incorruptível queima o joio que pensa ser trigo.


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Esdras Gregório autor do livro A arte dos Sofistas na Pregação Pentecostal, publicado pela editora Jeová Nissi.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Adoradores ou consumidores?



Por Augustus Nicodemus Lopes

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras devida eterna (6.67-69).

O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a “escolha” das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.


***
Fonte: Olhar Reformado, via Pulpito Cristão

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Faz um ano que sou mamãe!!!

Hoje meu "filhote" faz um aninho e eu agradeço ao Deus de mina vida por essa "pessoinha" maravilhosa que Ele entregou em minhas mãos para cuidar e ensinar, pois sei, que a vida de meu filho pertence à Ele e eu e meu esposo apenas o cuidamos.

Ravi Lucas, nasceu em Castilla - Piura - Peru, onde momentaneamente moramos e pregamos o evangelho. Digo momentaneamente, porque não sei até quando estaremos no Peru, só Deus sabe, pois Ele é quem nos guia.

Eis aqui meu presente, enviado por Deus:



Compartilho com vocês leitores meu primeiro ano de "mamãe" e minha felicidade pela fidelidade de Deus em todos os dias do primeiro ano desta pequena vida que recem inicia seus passos.

Paz e bençãos,
Jonara

domingo, 7 de junho de 2009

JESUS E OS CONFLITOS HUMANOS

Mateus 11:1 – 6 ; 12:1 – 14

Propósito: Mostrar que Jesus revela importantes aspectos do crescimento de conflitos e hostilidade e como nós devemos responder ao desafio divino.

À medida que Jesus revelava maior autoridade, crescia a oposição contra Ele.

Os seus oponentes começaram a perseguí-lo e aos discípulos, procurando maneira de O acusar. A atmosfera era cheia de ódio; Seus inimigos procuravam matá-lo. O ponto vulnerável era a questão do “Sábado”, ou dia de descanso judaico. Acharam que Jesus estava ferindo o coração do judaísmo.
Mas conflitos nem sempre começam com oposição; as vezes tem início com perguntas e dúvidas dos santos, como o caso da primeira questão de João Batista. Se a preocupação não tivesse sido respondida satisfatoriamente, podia originar conflitos e separação. O método de Jesus é enfrentar conflitos com respostas das Escrituras, como usou com Satanás.

I. CONFLITO SOBRE O MESSIAS – Mateus 11: 1-6

É Jesus o verdadeiro Messias ?
A- Interesse oportuno (vs. 1-3)
B- Testemunho Bíblico (vs. 4-5)
C- Fe é resposta (v. 6)

II. CONFLITOS SOBRE UMA NECESSIDADE HUMANA Mateus 12: 1-4

É a necessidade humana mais importante que lei rabínica ?
A- O zelo farisaico (vs. 1-2)
B- A defesa bíblica (vs. 3-4)

III. CONFLITO SOBRE O TRABALHO LEGÍTIMO – Mateus 12:5-6

Como contesta Jesus à acusação dos opositores ?
A- Apelo às Escrituras (v. 5)
B- Uma comparação de valores (v. 6)

IV. CONFLITO SOBRE A VERDADEIRA ADORAÇÃO – Mateus 12: 7-9

Que elementos são essenciais à observação do dia do descanso ?
A- “Misericórdia, não sacrifício” (v. 7)
B- Honrando ao Senhor (v. 8)
C- Participando na adoração (v. 9)

V. CONFLITO SOBRE A DIGNIDADE HUMANA – Mateus 12: 10-13

Que contraste revelou Jesus quanto ao valor humano ?
A- Mão mirrada/acusação (v. 10)
B- Ovelha/homem/Sábado (vs. 11 – 12)
C- Jesus/regras farisaicas (v. 13)


VI. CONFLITO E DESTRUIÇÃO – Mateus 12:14

A- Trama contra Jesus
Os fariseus não queriam reconhecer que Jesus estava certo; por isso, rejeitaram o Mestre.
Não permitamos que conceitos deturpados se tornem em conflitos.
Escutemos a autoridade da Palavra de Deus

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Missões - Apresentando o PEPE

Projeto de missões na cidade de Piura no Peru. Uma obra iniciada há 3 anos e que segue adiante graças às orações e contribuições. Te convido a conhecer este trabalho e a orar por ele à partir de hoje.



Apresentação:




Preparando-se para os alimentos:




Hora de almoçar:



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Fonte: Blog PEPE Piura

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vida de Solitera


DE QUE MANEIRA DEUS PODE ME USAR, JÁ QUE SOU SOLTEIRA?
Malaquias 3.16-18
"Então, aqueles que temem ao SENHOR falam cada um com o seu companheiro; e o SENHOR atenta e ouve; e há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome.

E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.
Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve."
Se você é solteira, Deus tem lhe dado essa liberdade com um propósito. Apesar de ser fácil pensar que poderia estar melhor se fosse casada, as aparências podem enganar. Aquelae mãe de dois garotos pequenos pode estar constantemente exausta; ou sua amiga recém-casada já pode estar sendo agredida.
Então, confie que deus sabe o que está fazendo em sua vida e não perca seu tempo desejando possuir algo que não tem neste momento. Em 1 Co 7.7,8 Paulo disse que ser solteiro é uma dádiva de Deus - e ele viveu solteiro.
Contudo, conscientizar-se de que você, como aquelas que são casadas, necessita de muito apoio para manter firme a decisão de viver para Deus. Escolha algumas poucas pessoas em que tenha confiança e comece a cultivar relacionamentos que a ajudarão a seguir a Deus em tempos difíceis (v. 3.16).
Se você focalizar em Deus, Ele a honrará muito, além da sua imaginação. E lembre-se: você é extemamente preciosa para Ele!
(Veja também Êx. 15:19-21; Juízes 6; 7; 2 Samuel 20:14-22).
Fonte: Bíblia de estudo da Mulher - Thomas Nelson, Inc. - 2001

terça-feira, 19 de maio de 2009

Quando é que nós adoramos em espírito e em vedade 2/3



Por Elmer G. Klasser

continuação...
Jack Deere escreve: “Levei muito tempo para entender que conhecer a Bíblia não é a mesma coisa que conhecer a Deus; amar a Bíblia não é a mesma coisa que amar a Deus; e ler a Bíblia não é a mesma coisa que ouvir a Deus. Os fariseus conheciam a Bíblia, amavam a Bíblia, liam a Bíblia, mas não conheciam, não amavam, não ouviam a Deus.”

Se não devemos adorar o nosso conhecimento da Bíblia, nem adorar os nossos trabalhos feitos para Deus, nem adorar a nossa família no culto familiar, nem adorar as pessoas talentosas da nossa igreja - onde é que podemos encontrar o Deus que devemos adorar? Por que é que adorar a Deus é um mistério?

Os adoradores do Deus verdadeiro não adoram o que vêem ou o que sabem. Quando Jesus foi confrontado pela mulher samaritana no poço, sobre onde se deveria adorar, Ele deu a seguinte resposta: A hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém. Samaritanos naquela época adoravam quem-sabe-o-quê e os judeus adoravam o que tinham aprendido. Verdadeiros adoradores, disse Jesus para ela, adoram a Deus em espírito e em verdade. Mas quando ou onde adoramos em espírito e verdade? Onde é que encontramos o Deus que devemos adorar?

Quando Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos, Ele disse que em primeiro lugar e com prioridade devemos adorar um só Deus, e que não devemos nos curvar diante de nada que tenhamos feito Dele. Não devemos adorar as estátuas que tenhamos feito de Deus nem as estátuas ou retratos que tenhamos feito dos Cristãos. Estátuas e retratos podem muito bem servir para nos lembrar de acontecimentos passados. São bons lembretes, mas para evitar que adorássemos os lembretes, Deus nos deu uma estátua para nos lembrarmos Dele que não foi feita por mãos humanas. (A palavra para estátua em alemão é “Denkmal” que pode ser traduzida por “algo que nos fará lembrar.”) Deus não somente nos deixou a sua “estátua” para nos lembrarmos Dele, mas também com instruções específicas sobre como adorar a Deus em espírito e verdade.

Adorar à maneira de Deus é uma defesa contra a adoração de cristãos famosos, membros da família ou até de nós mesmos. Deus nos deu uma maneira de adorar que não permite a auto-adoração ou uma licença para o “eu” dirigir as coisas a partir do nosso interior. A auto-adoração leva ao auto-amor (egoísmo) e o auto-amor leva à adoração de Satanás.

Muita coisa é dita pelos cristãos hoje que honra o ego e honra a vitória de Satanás neles. Fala-se e escreve-se demais a respeito da vinda do Anti-cristo e oferece-se muitas desculpas para os cristãos não conseguirem viver vidas vitoriosas e alcançarem libertação do poder do pecado - mas na verdade, nada mais é do que a falta de adorar a Deus em espírito e em verdade.
A falta de adoração a Deus é muito evidente nos testemunhos que ouvimos dos cristãos. As suas preocupações com o ego e com os seus desejos não satisfazem nem honram a Deus. “Deleita-te no Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” parece ser uma promessa perdida em muitas das nossas sessões de aconselhamento. Quando é que nós nos deleitamos no Senhor?
Como é que nós nos deleitamos no Senhor? Deus nos deu instruções sobre como podemos fazer exatamente isso.