quinta-feira, 23 de julho de 2009

Adoradores ou consumidores?



Por Augustus Nicodemus Lopes

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras devida eterna (6.67-69).

O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a “escolha” das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.


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Fonte: Olhar Reformado, via Pulpito Cristão

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Faz um ano que sou mamãe!!!

Hoje meu "filhote" faz um aninho e eu agradeço ao Deus de mina vida por essa "pessoinha" maravilhosa que Ele entregou em minhas mãos para cuidar e ensinar, pois sei, que a vida de meu filho pertence à Ele e eu e meu esposo apenas o cuidamos.

Ravi Lucas, nasceu em Castilla - Piura - Peru, onde momentaneamente moramos e pregamos o evangelho. Digo momentaneamente, porque não sei até quando estaremos no Peru, só Deus sabe, pois Ele é quem nos guia.

Eis aqui meu presente, enviado por Deus:



Compartilho com vocês leitores meu primeiro ano de "mamãe" e minha felicidade pela fidelidade de Deus em todos os dias do primeiro ano desta pequena vida que recem inicia seus passos.

Paz e bençãos,
Jonara

domingo, 7 de junho de 2009

JESUS E OS CONFLITOS HUMANOS

Mateus 11:1 – 6 ; 12:1 – 14

Propósito: Mostrar que Jesus revela importantes aspectos do crescimento de conflitos e hostilidade e como nós devemos responder ao desafio divino.

À medida que Jesus revelava maior autoridade, crescia a oposição contra Ele.

Os seus oponentes começaram a perseguí-lo e aos discípulos, procurando maneira de O acusar. A atmosfera era cheia de ódio; Seus inimigos procuravam matá-lo. O ponto vulnerável era a questão do “Sábado”, ou dia de descanso judaico. Acharam que Jesus estava ferindo o coração do judaísmo.
Mas conflitos nem sempre começam com oposição; as vezes tem início com perguntas e dúvidas dos santos, como o caso da primeira questão de João Batista. Se a preocupação não tivesse sido respondida satisfatoriamente, podia originar conflitos e separação. O método de Jesus é enfrentar conflitos com respostas das Escrituras, como usou com Satanás.

I. CONFLITO SOBRE O MESSIAS – Mateus 11: 1-6

É Jesus o verdadeiro Messias ?
A- Interesse oportuno (vs. 1-3)
B- Testemunho Bíblico (vs. 4-5)
C- Fe é resposta (v. 6)

II. CONFLITOS SOBRE UMA NECESSIDADE HUMANA Mateus 12: 1-4

É a necessidade humana mais importante que lei rabínica ?
A- O zelo farisaico (vs. 1-2)
B- A defesa bíblica (vs. 3-4)

III. CONFLITO SOBRE O TRABALHO LEGÍTIMO – Mateus 12:5-6

Como contesta Jesus à acusação dos opositores ?
A- Apelo às Escrituras (v. 5)
B- Uma comparação de valores (v. 6)

IV. CONFLITO SOBRE A VERDADEIRA ADORAÇÃO – Mateus 12: 7-9

Que elementos são essenciais à observação do dia do descanso ?
A- “Misericórdia, não sacrifício” (v. 7)
B- Honrando ao Senhor (v. 8)
C- Participando na adoração (v. 9)

V. CONFLITO SOBRE A DIGNIDADE HUMANA – Mateus 12: 10-13

Que contraste revelou Jesus quanto ao valor humano ?
A- Mão mirrada/acusação (v. 10)
B- Ovelha/homem/Sábado (vs. 11 – 12)
C- Jesus/regras farisaicas (v. 13)


VI. CONFLITO E DESTRUIÇÃO – Mateus 12:14

A- Trama contra Jesus
Os fariseus não queriam reconhecer que Jesus estava certo; por isso, rejeitaram o Mestre.
Não permitamos que conceitos deturpados se tornem em conflitos.
Escutemos a autoridade da Palavra de Deus

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Missões - Apresentando o PEPE

Projeto de missões na cidade de Piura no Peru. Uma obra iniciada há 3 anos e que segue adiante graças às orações e contribuições. Te convido a conhecer este trabalho e a orar por ele à partir de hoje.



Apresentação:




Preparando-se para os alimentos:




Hora de almoçar:



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Fonte: Blog PEPE Piura

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vida de Solitera


DE QUE MANEIRA DEUS PODE ME USAR, JÁ QUE SOU SOLTEIRA?
Malaquias 3.16-18
"Então, aqueles que temem ao SENHOR falam cada um com o seu companheiro; e o SENHOR atenta e ouve; e há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome.

E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.
Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve."
Se você é solteira, Deus tem lhe dado essa liberdade com um propósito. Apesar de ser fácil pensar que poderia estar melhor se fosse casada, as aparências podem enganar. Aquelae mãe de dois garotos pequenos pode estar constantemente exausta; ou sua amiga recém-casada já pode estar sendo agredida.
Então, confie que deus sabe o que está fazendo em sua vida e não perca seu tempo desejando possuir algo que não tem neste momento. Em 1 Co 7.7,8 Paulo disse que ser solteiro é uma dádiva de Deus - e ele viveu solteiro.
Contudo, conscientizar-se de que você, como aquelas que são casadas, necessita de muito apoio para manter firme a decisão de viver para Deus. Escolha algumas poucas pessoas em que tenha confiança e comece a cultivar relacionamentos que a ajudarão a seguir a Deus em tempos difíceis (v. 3.16).
Se você focalizar em Deus, Ele a honrará muito, além da sua imaginação. E lembre-se: você é extemamente preciosa para Ele!
(Veja também Êx. 15:19-21; Juízes 6; 7; 2 Samuel 20:14-22).
Fonte: Bíblia de estudo da Mulher - Thomas Nelson, Inc. - 2001

terça-feira, 19 de maio de 2009

Quando é que nós adoramos em espírito e em vedade 2/3



Por Elmer G. Klasser

continuação...
Jack Deere escreve: “Levei muito tempo para entender que conhecer a Bíblia não é a mesma coisa que conhecer a Deus; amar a Bíblia não é a mesma coisa que amar a Deus; e ler a Bíblia não é a mesma coisa que ouvir a Deus. Os fariseus conheciam a Bíblia, amavam a Bíblia, liam a Bíblia, mas não conheciam, não amavam, não ouviam a Deus.”

Se não devemos adorar o nosso conhecimento da Bíblia, nem adorar os nossos trabalhos feitos para Deus, nem adorar a nossa família no culto familiar, nem adorar as pessoas talentosas da nossa igreja - onde é que podemos encontrar o Deus que devemos adorar? Por que é que adorar a Deus é um mistério?

Os adoradores do Deus verdadeiro não adoram o que vêem ou o que sabem. Quando Jesus foi confrontado pela mulher samaritana no poço, sobre onde se deveria adorar, Ele deu a seguinte resposta: A hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém. Samaritanos naquela época adoravam quem-sabe-o-quê e os judeus adoravam o que tinham aprendido. Verdadeiros adoradores, disse Jesus para ela, adoram a Deus em espírito e em verdade. Mas quando ou onde adoramos em espírito e verdade? Onde é que encontramos o Deus que devemos adorar?

Quando Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos, Ele disse que em primeiro lugar e com prioridade devemos adorar um só Deus, e que não devemos nos curvar diante de nada que tenhamos feito Dele. Não devemos adorar as estátuas que tenhamos feito de Deus nem as estátuas ou retratos que tenhamos feito dos Cristãos. Estátuas e retratos podem muito bem servir para nos lembrar de acontecimentos passados. São bons lembretes, mas para evitar que adorássemos os lembretes, Deus nos deu uma estátua para nos lembrarmos Dele que não foi feita por mãos humanas. (A palavra para estátua em alemão é “Denkmal” que pode ser traduzida por “algo que nos fará lembrar.”) Deus não somente nos deixou a sua “estátua” para nos lembrarmos Dele, mas também com instruções específicas sobre como adorar a Deus em espírito e verdade.

Adorar à maneira de Deus é uma defesa contra a adoração de cristãos famosos, membros da família ou até de nós mesmos. Deus nos deu uma maneira de adorar que não permite a auto-adoração ou uma licença para o “eu” dirigir as coisas a partir do nosso interior. A auto-adoração leva ao auto-amor (egoísmo) e o auto-amor leva à adoração de Satanás.

Muita coisa é dita pelos cristãos hoje que honra o ego e honra a vitória de Satanás neles. Fala-se e escreve-se demais a respeito da vinda do Anti-cristo e oferece-se muitas desculpas para os cristãos não conseguirem viver vidas vitoriosas e alcançarem libertação do poder do pecado - mas na verdade, nada mais é do que a falta de adorar a Deus em espírito e em verdade.
A falta de adoração a Deus é muito evidente nos testemunhos que ouvimos dos cristãos. As suas preocupações com o ego e com os seus desejos não satisfazem nem honram a Deus. “Deleita-te no Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” parece ser uma promessa perdida em muitas das nossas sessões de aconselhamento. Quando é que nós nos deleitamos no Senhor?
Como é que nós nos deleitamos no Senhor? Deus nos deu instruções sobre como podemos fazer exatamente isso.

domingo, 17 de maio de 2009

JESUS ENSINOU A ORAR

Os discípulos pediram: “Senhor, ensina-nos a orar”, Lc. 11: 1.
E Ele formulou a chamada oração dominical de Mt. 6: 9-13.




Ela serve de modelo.

a) A fórmula da súplica. Embora isso não seja fundamental, há quem trate a FORMA da oração com certo rigor. É verdade que a oração, por ser um pedido, precisa ter uma estrutura. Iniciamos a oração dirigindo-nos sempre ao Pai e a encerramos pedindo e agradecendo, em nome de Jesus, conforme Jo. 14: 13.

b) Evitar as ladainhas. Em Mt. 6: 5-8, Jesus explica que, quando fôssemos orar, evitássemos repetições enfadonhas, tipo ladainhas cansativas, e nos mantivéssemos sóbrios na fala, ou seja, conscientes do que estamos pedindo. O perfil ou a característica da oração demonstrada aqui é a do raciocínio.

c) Hinos podem ser oração. Não somente as orações faladas alcançam o trono de Deus, mas também os nossos cânticos e as nossas mais diversas formas de louvor. Uma letra cantada, individualmente ou por todos os congregados, se estiver sendo entoada de coração e em espírito, constitui-se numa oração fervorosa e inflamável, gerando uma combustão instantânea ao redor de todos, e fazendo mover o braço do Senhor. Os filhos de Coré cantaram: “A noite, a sua canção estará comigo; uma oração ao Deus da minha vida,” Sl. 42: 8.

Notemos o que Jesus ensinou sobre a oração:

a) Postura do corpo. A posição do corpo, gestos, altura da voz em nada influem na oração. Deus conhece as intenções de todos os que dEle se aproximam. Os discípulos estavam assentados quando veio sobre eles o Espírito Santo, Atos 2: 2. Ana falava baixinho com Deus, I Sm. 1: 13.

b) Intimidade com Deus. No mesmo texto de Mt. 6, Jesus está abolindo a intermediação do sacerdote. Ele veio revelar um Deus que atende a cada um individualmente. Entrar no quarto, fechar a porta significa estar a sós, com o Senhor. O salmista confirma isto, muito antes de Cristo ter vindo declarando: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante Deus? Sl. 42: 2.

c) Humildade. Outro apecto do ato de orar ensinado por Jesus é a humildade. Existem orações abusivas, arrogantes e altivas, do tipo daquela feita por um dos malfeitores na cruz, ao lado de Jesus: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também”, Lc. 23: 39. Não deixou de ser uma oração, por trazer um pedido de socorro, e ser dirigida a quem se poderia pedir. Sua forma, porém, estúpida e petulante não mereceu qualquer intervenção do Mestre.
Já o segundo malfeitor corrigiu a maneira grosseira do companheiro e se dirigiu a Jesus humildemente, dizendo: Jesus, “lembra-te de mim, quando vieres no teu reino”. Observe que o primeiro pediu a salvação do corpo; queria evitar a dor da morte, enquanto que o segundo, pedia para que fosse apenas lembrado, na eternidade por Jesus.Concluindo, o que desejamos é que nossa oração seja eficaz, seja atendida pelo Senhor.
Tiago com entusiasmo afirma: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros para que sareis. Muito pode, por sua eficácia a oração de um justo. Tg. 5: 16. Guardemos dentro de nós estas orientações e nos unamos no propósito da oração, aprendendo com Jesus uma intimidade séria, produtiva e compensadora.