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terça-feira, 19 de maio de 2009

Quando é que nós adoramos em espírito e em vedade 2/3



Por Elmer G. Klasser

continuação...
Jack Deere escreve: “Levei muito tempo para entender que conhecer a Bíblia não é a mesma coisa que conhecer a Deus; amar a Bíblia não é a mesma coisa que amar a Deus; e ler a Bíblia não é a mesma coisa que ouvir a Deus. Os fariseus conheciam a Bíblia, amavam a Bíblia, liam a Bíblia, mas não conheciam, não amavam, não ouviam a Deus.”

Se não devemos adorar o nosso conhecimento da Bíblia, nem adorar os nossos trabalhos feitos para Deus, nem adorar a nossa família no culto familiar, nem adorar as pessoas talentosas da nossa igreja - onde é que podemos encontrar o Deus que devemos adorar? Por que é que adorar a Deus é um mistério?

Os adoradores do Deus verdadeiro não adoram o que vêem ou o que sabem. Quando Jesus foi confrontado pela mulher samaritana no poço, sobre onde se deveria adorar, Ele deu a seguinte resposta: A hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém. Samaritanos naquela época adoravam quem-sabe-o-quê e os judeus adoravam o que tinham aprendido. Verdadeiros adoradores, disse Jesus para ela, adoram a Deus em espírito e em verdade. Mas quando ou onde adoramos em espírito e verdade? Onde é que encontramos o Deus que devemos adorar?

Quando Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos, Ele disse que em primeiro lugar e com prioridade devemos adorar um só Deus, e que não devemos nos curvar diante de nada que tenhamos feito Dele. Não devemos adorar as estátuas que tenhamos feito de Deus nem as estátuas ou retratos que tenhamos feito dos Cristãos. Estátuas e retratos podem muito bem servir para nos lembrar de acontecimentos passados. São bons lembretes, mas para evitar que adorássemos os lembretes, Deus nos deu uma estátua para nos lembrarmos Dele que não foi feita por mãos humanas. (A palavra para estátua em alemão é “Denkmal” que pode ser traduzida por “algo que nos fará lembrar.”) Deus não somente nos deixou a sua “estátua” para nos lembrarmos Dele, mas também com instruções específicas sobre como adorar a Deus em espírito e verdade.

Adorar à maneira de Deus é uma defesa contra a adoração de cristãos famosos, membros da família ou até de nós mesmos. Deus nos deu uma maneira de adorar que não permite a auto-adoração ou uma licença para o “eu” dirigir as coisas a partir do nosso interior. A auto-adoração leva ao auto-amor (egoísmo) e o auto-amor leva à adoração de Satanás.

Muita coisa é dita pelos cristãos hoje que honra o ego e honra a vitória de Satanás neles. Fala-se e escreve-se demais a respeito da vinda do Anti-cristo e oferece-se muitas desculpas para os cristãos não conseguirem viver vidas vitoriosas e alcançarem libertação do poder do pecado - mas na verdade, nada mais é do que a falta de adorar a Deus em espírito e em verdade.
A falta de adoração a Deus é muito evidente nos testemunhos que ouvimos dos cristãos. As suas preocupações com o ego e com os seus desejos não satisfazem nem honram a Deus. “Deleita-te no Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” parece ser uma promessa perdida em muitas das nossas sessões de aconselhamento. Quando é que nós nos deleitamos no Senhor?
Como é que nós nos deleitamos no Senhor? Deus nos deu instruções sobre como podemos fazer exatamente isso.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quando é que nós adoramos em espírito e em vedade 3/3




Por Elmer G. Klasser
continuação...
A menos que nos deleitemos no Senhor à maneira de Deus, não podemos esperar que os cristãos se tornem vencedores. Enquanto não pudermos dar testemunho de que somos vencedores, nós não temos muito motivo para testemunhar. Se nossas reuniões de testemunho não honram a Deus pela libertação do pecado, nós perdemos de vista o porquê do Evangelho nos ter sido dado. Muitos cristãos ainda precisam aprender a adorar um Deus vitorioso.

O apóstolo Paulo tinha os seus problemas com os cristãos em Corinto. Ele não prometia salvação para aqueles que continuassem em pecado. Ele os exortou a se prepararem para adorar a Deus, examinando-se a si mesmos para verificar se estavam na fé.
Ele advertia que Jesus Cristo não estaria neles se falhassem no teste de crer na obra completa de Jesus na cruz. Eles deveriam buscar a perfeição, ter um só pensamento, viver em paz uns com os outros e com Deus.

Para resolver os problemas deles, Paulo não os encaminhou para um conselheiro bem treinado, mas os instruiu a se reunirem como igreja todos os domingos para comerem pão e beberem vinho juntos para se lembrarem da morte de Cristo na cruz por eles e da Sua ressurreição vitoriosa sobre o sepulcro para lhes dar a vitória. Deveriam participar da Comunhão, observar a Ceia do Senhor com regularidade. Negligenciar esta prática, Paulo lhes ensinou, é a razão porque muitos cristãos são fracos e doentes e “alguns já dormem.”

Tomar a Ceia do Senhor é muito mais do que ir à igreja no domingo de manhã e comer um pouco de pão e beber um gole de vinho com outros cristãos declarando com isto que somos membros de uma igreja. Tirar tempo para ser santo antigamente significava tomar tempo no sábado à noite não somente para estudar a lição da Escola Dominical, mas utilizar a linha telefônica comunitária para acertar algumas coisas com os vizinhos, mesmo que se ouvisse um ruído indicando que outras pessoas poderiam estar ouvindo aquilo que estávamos dizendo em preparação para a Ceia do Senhor da manhã de domingo. Talvez esta preparação para o culto de domingo de manhã fosse a razão pela qual nunca tivéssemos visto um policial e pensássemos que advogados e juizes existiam só para os impiedosos.

Tem de haver uma preparação para a adoração se quisermos adorar a Deus em espírito e verdade. Foi assim que o apóstolo Paulo disse aos cristãos de Corinto que deviam se preparar. “Qualquer que comer este pão e beber o cálice do Senhor indignamente será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. Porque, se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”(1 Coríntios 11.27-32).

Onde adoramos a Deus em espírito e em verdade? Quando é que nos deleitamos no Senhor? Nós adoramos em espírito e em verdade e nos deleitamos no Senhor quando nos encontramos na presença de Deus depois de nos termos preparado para esse evento. Deus é adorado em espírito e verdade quando os cristãos abandonam a amargura e a inveja, têm paz com Deus e são um em espírito com aqueles que adoram o mesmo Deus.
Adorar a Deus é declarar corporativamente que Jesus Cristo é o nosso Senhor vitorioso. É para isto que existem os domingos. As noites de sábado são boas para acertar as coisas em preparação para adorar a Deus em espírito e em verdade.

A negligência na observância exata da Ceia do Senhor tem levado muitos evangélicos para os psicólogos. Isto acaba tornando-se muito caro e desastroso em muitos casos. Muitos evangélicos são fracos e doentes porque não levaram em conta a correta observância da mesa do Senhor.

Nesta edição publicamos mensagens de homens de diferentes denominações, não para provocar controvérsias, mas porque estamos determinados a enfocar a adoração, junto com outros cristãos, do verdadeiro Deus pessoal que é o nosso único objetivo. Deus não nos dará um avivamento a menos que aceitemos outros crentes no Senhor Jesus Cristo como nossos irmãos e irmãs em Cristo! Nós estamos trazendo juízo sobre nós mesmos quando participamos da Comunhão e comparecemos à mesa do Senhor rejeitando outros irmãos crentes no nosso Deus.
Todos os artigos que publicamos têm o propósito de dirigir a nossa atenção para a vitória do cristão sobre o pecado, e para a liberdade, alegria e esperança que temos em Deus aqui e agora, nesta terra, pela fé Nele.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quando é que nós adoramos em espírito e em verdade 1/3


Por Elmer G. Klasser

Um vento suave soprava numa janela e saía pela outra, sem contudo ser o suficiente para nos refrescar sem usar os leques de papelão que o Velório Bergen fornecia de graça, nesta igreja rural construída por nossos ancestrais, e onde estávamos agora sentados, nos abanando e espantando moscas. Depois de cantarmos alguns hinos, esperávamos ouvir um sermão preparado na noite anterior por um fazendeiro vizinho.

A hora da adoração chegara. Todo domingo de manhã todos nós nos encontrávamos nas nossas igrejas para adorar a Deus. Esperávamos nos encontrar com o Deus santo na igreja mesmo sem música e sem pregadores famosos.
Era difícil tomar tempo para ser santo durante os meses do verão. Podíamos olhar pela janela e ver os campos de trigo maduro e esperando pela colheita, e lá estávamos nós cantando:

Tira tempo para ser santo,
Fala sempre com o teu Senhor
Permanece sempre Nele,
E alimenta-te com a Sua Palavra.
Faze amigos entre os filhos de Deus;
Ajuda aqueles que estão fracos;
Nunca esquecendo-te em situação alguma
De buscar Suas bênçãos.


Os domingos eram separados para adorar o nosso Deus vitorioso com os nossos vizinhos. Um fazendeiro poderia preferir adorar a Deus enquanto estivesse atrás do volante de um trator John Deere modelo D, indo para cá e para lá ao longo dos campos durante a colheita, e cantando em voz bem alta as suas músicas evangélicas favoritas, mas havíamos aprendido a tirar tempo uma vez por semana para adorar a Deus junto com os outros.

Estar na igreja ao invés de trabalhar nos campos poderia nos custar parte da colheita, mas as nossas vidas eram abençoadas porque tirávamos tempo para sermos santos adorando junto com os nossos irmãos ao nosso Criador e Provedor.

Algo deste espírito de adorar a Deus num lugar definido com outras pessoas já se perdeu. Ao invés de tirar tempo para sermos santos, estamos ouvindo as necessidades dos outros nas estações de rádio cristãs. Ao invés de falar frequentemente com o Senhor, estamos falando com freqüência uns com os outros a respeito do que os outros cristãos estão fazendo.

Ao invés de nos alimentarmos com a Sua Palavra, estamos nos alimentando com livros que nos contam a respeito das nossas feridas. Ao invés de fazermos mais amizades entre os filhos de Deus, estamos fazendo amizades com o mundo. Ao invés de ajudarmos aqueles que estão fracos, estamos nos queixando a respeito dos ricos e invejando o seu dinheiro. Ao invés de não nos esquecermos em situação alguma de buscar as bênçãos de Deus, não temos nos esquecido de comparecer a seminários onde se aprende a levantar fundos para pagar as nossas contas.

Todas estas coisas podem ser necessárias, mas não são adoração a Deus. Elas focam a nossa atenção no homem e nas falhas do homem. Quando ou onde iremos adorar a Deus? Onde Deus pode ser encontrado na terra? Quando é que nós adoramos a Deus em espírito e verdade?

Leva tempo para encontrarmos o Senhor em espírito e em verdade. Nós adoramos aquilo que ocupa o nosso tempo, e com muito mais freqüência do que queremos admitir, adoramos aquilo que o homem faz para Deus mais do que ao próprio Deus.
Aquilo que fazemos no nosso tempo de lazer, aquilo que fazemos quando temos um dinheiro extra, mostra-nos onde está o nosso coração.

Warren W. Wiesbe escreve no seu livro Verdadeira Adoração: “Aquilo que uma pessoa adora é um bom sinal do que realmente tem valor para ela... Atualmente há tanta ênfase no conhecimento da Bíblia que corremos o risco de ignorar, ou mesmo de combater, a experiência espiritual pessoal... Tanto aquilo que somos, como o que fazemos, são determinados por aquilo que adoramos.”

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Davi e seu conhecimento


Sl 86.8-10


Característica fundamental: Conhecia a Deus e...


1. SEU PODER – Sl 62.11: Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus...

2. SEU PERDÃO – Sl 55.1: Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.

3. SUA CAPACIDADE DE OUVIR E RESPONDER – Sl. 3.4 – da rebelião de Absalão: Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde!
Salmo 5.3: De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.

4. SUA ONISCIÊNCIA E ONIPRESENÇA – Sl 139. 1-4: SENHOR, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.

5. SUA PROTEÇÃO: Sl 139.5: Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão

6. SEU CUIDADO E PROVISÃO: Sl 23.1: O SENHOR é meu pastor; nada me faltará.

Pense nisso:
- E você, conhece ao Senhor?
- O conhecimento que Davi tinha do Senhor era o que ditava o seu modo de viver:
- O conhecimento de Deus deve ditar seu modo de viver.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O SIGNIFICADO E PROPÓSITO DA ADORAÇÃO



Na adoração nossa mente ocupa-se com aquilo que Deus é e sua natureza, santo, fiel, puro... Na adoração, diante da santidade de Deus, acabam-se as palavras e temos a oração em línguas ou o silêncio onde nos encontramos exclusivamente com Deus. É quando o homem encontra a plenitude dentro dele. O amor do homem respondendo ao amor do Pai.

A palavra Hebraica para adoração no Velho Testamento é shachah. É traduzida como prostrar, reverenciar, suplicar humildemente. É impossível entender adoração sem relacionar a uma atitude do corpo. Algumas vezes refere-se a levantar as mãos a Deus. Algumas vezes curvar os joelhos. Em Levítico 9:24, as pessoas colocavam o rosto no chão diante do poder do Senhor. A palavra mais usada para adoração no Novo Testamento é proskuneo. Essa palavra é usada mais de 50 vezes. É a combinação de duas palavras gregas pros que significa "ir para" e kuneo que significa "beijar". Proskuneo literalmente significa "ir para beijar". O significado da palavra é perfeitamente expresso pela mulher que lavou os pés de Jesus com lagrimas e então os beijou. Adoração é ter aproximação e contato com Deus. O adorador não irá a Deus como um pedinte, mas como um amante e admirador.

HOMEM É FEITO PARA ADORAR
O homem é essencialmente uma criatura de adoração. Isto é parte da sua natureza. Sua escolha não é onde ou quando ele vai adorar mas quem ele vai adorar. Na Bíblia, Deus ordena a sua adoração. Ele não compartilhará adoração com ninguém ou qualquer outra coisa. Quando o Diabo tentou Jesus no deserto ele disse: "todos os reinos do mundo eu te darei se prostrado me adorares", Jesus respondeu a ele: "pois está escrito, só o Senhor Deus adoraras, e só a Ele servirás (Mat 4:10)." Isso ilustra o grande princípio de adoração. O que seja que adoremos, terminaremos servindo. Quanto mais adoramos alguém ou alguma coisa, maior compromisso teremos, e mais semelhantes ficaremos com o que adoramos (Sal 115).

Adorar é uma decisão final.

Não podemos mudar nossa natureza.

Nossa natureza nos manda adorar alguma coisa

Nossa escolha é adoraremos Deus ou alguma coisa mais?

No decorrer do tempo o homem tem adorado ídolos de madeira, desejos físicos, dinheiro e posses, líderes políticos e falsas religiões.

Toda falsa adoração é ditada e controlada por Satanás. Então, quando adoramos errado, estamos adorando Satanás.

A mulher do poço em João 4, vemos um exemplo clássico de como ou onde adorar.

A atenção de Jesus não estava em condenar os procedimentos da mulher mas sim satisfazer a necessidade de seu espírito de adorar verdadeiramente (Joa 4:23). É espantoso o fato de que Deus procura adoradores. O fato de Deus poder ser adorado é uma grande oportunidade para nós.

ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE
Na frase "em espírito e em verdade", "em verdade" significa estar absolutamente aberto e honesto diante de Deus, sem esconder nada. Isto envolve expor nossa vida inteira a divina busca do Espírito Santo.

" em espírito" refere-se a uma parte da personalidade humana. Nossa vida como um instrumento conduzido pelo Espírito Santo.

1 Tes 5:23, as escrituras referem-se ao homem como um ser tridimensional. É composto de espírito, alma e corpo. O corpo do homem refere-se ao mundo pelos seus cinco sentidos (consciência do mundo); A alma do homem é sua própria consciência; O espírito do homem é a consciência de Deus; Deus é espírito e os que o adoram devem adorar em espírito e em verdade.

A única forma de adorar é através do espírito. Isto é não é a alma ou corpo que adoram mas o espírito.

Aqueles que verdadeiramente adoram são aqueles que seguem a Deus em seu espírito, mas fazem de acordo com a verdade da palavra de Deus. Paulo diz em Efe 5:18, "e não vos embriagueis com vinho, onde há exagero; mas seja cheio do Espírito." Estando cheio do Espírito, inevitavelmente estaremos nos envolvendo em adoração.

A hora de adorar a Deus é agora, não ontem ou amanhã.

Não devemos esperar o domingo para adorar.

Não precisamos esperar até chegar na igreja.

Deus está disponível para nós todo o tempo.

É muito difícil descrever o que adoração realmente é. É mais fácil descrever o que o adorador faz.

Adorador pode se prostrar, ajoelhar, declinar seu rosto em adoração, mas não é se prostrar ou ajoelhar que faz um verdadeiro adorador.

Adoração é uma resposta a um relacionamento com Deus, mas um relacionamento muito íntimo é muito difícil de ser descrito. Isto envolve: companheirismo; revelação pessoal de Deus para o indivíduo; mas é basicamente um rendimento interior aos pensamentos de Deus freqüentemente acompanhados pelas emoções e ações expressivas do corpo.

Devemos lembrar que é quase impossível descrever em palavras o sentimento interior e sentimentos que envolvem um relacionamento.

MOVENDO PARA A PRESENÇA DE DEUS
Ações de graças, louvor e adoração devem ser comparadas as três áreas do tabernáculo de Moisés. O átrio representa Ações de graças; o santo lugar representa o louvor; e o santo dos santos representa a adoração.

De acordo com Salmo 100, nós entramos em seus portões com ações de graças. Ações de graças relatam nossa gratidão pelo que Deus tem feito, sendo gratos. Como vamos ao átrio do templo nos preparando para ir ao Santo dos Santos, nós começamos relembrando o que Deus tem feito. Isto envolve muita ação do corpo (levantar mãos, bater palmas, gritar...).

Nos movemos para o Santo lugar quando nós louvamos. Louvor é uma função da vontade que é representada pela mesa do banquete no Santo lugar. Isto também segue uma iluminação da mente que é representada pelo candelabro do ouro. Uma mente queimada pelo Espírito Santo, iluminada pelo poder da oração em línguas. O Louvor se torna como um aroma suave ou um incenso do altar de ouro que representa nossas emoções. Primeiro nós devemos louvar a Deus, então santificamos nossas mentes com o poder do Espírito, então nossas emoções tomam conta e nos levam a presença de Deus em adoração.

Quando vamos ao ato final de adoração, temos o convite divino do Senhor mesmo que leva-nos debaixo do seu véu.

Ninguém pode programar a si mesmo para adorar. É um ato de vontade para agradecer a Deus, é um ato de vontade para louvar a Deus. É um ato da vontade de Deus para nos convidar a sua presença no ato de adoração e é somente quando o nosso relacionamento com Deus é consumado em adoração que nós verdadeiramente sentimos que estamos onde Ele está e Ele está onde nós estamos.

O SIGNIFICADO E PROPÓSITO DO LOUVOR


Louvor = feitos de Deus expressos com palavras em atitude de exaltação e glorificação a Ele é fruto do Espírito Santo (Heb 13:15, Gal 6:22). Entrar na presença de Deus com alegria (Sal 22:33, Sal 134:1-3). Ordenança (Sal 148:1-6).

Salmos de Davi:
- Salmos de louvor descritivo.
- Ações de graças relatam diretamente para os salmos de louvor declarativo. Nos salmos de louvor descritivo, o salmista exalta a pessoa de Deus, seus atributos, em essência, quem ele é.
- Salmos de louvor declarativo - a ênfase é no que Deus tem feito para seu povo.
- Declaram a glória de Deus. Um relacionamento com Deus não pode existir sem louvor.
- Não há uma maneira impessoal de expressar louvor ao Todo Poderoso.
- O livro de Salmos é o mais lido pela família cristã.
- Em Salmos encontramos todas as expressões que um homem pode sentir em relação a Deus.
- Alegria, tristeza, desânimo, regozijo.
- Os salmos tem tudo, música, beleza, sabedoria, teologia e experiência.

Origem da palavra
SALMOS é a tradução do Grego para o nome do livro. A palavra grega psalmoi foi primeiro traduzida para o Latim como psalmi e então para o português "salmos". - Literalmente no grego significa, "o bater de dedos nas cordas de um violão ou instrumentos musicais de cordas". Então, o significado mais amplo é de "uma canção com acompanhamento de instrumentos de cordas". O significado do Grego para o titulo do livro é "canções sacras cantadas com acompanhamento musical". - O livro de Salmos é um livro de música. A palavra hebraica para Salmos é tehilim, um termo de música. - O livro mais longo da bíblia é um livro de música. - Algumas vezes os salmos expressam lamento, embora esses salmos sempre terminem em louvor. Ex Salmo 13

Louvor
- Louvor significa falar bem de, exaltar, ou magnificar as virtudes de alguém.
- Louvor vem de um relacionamento íntimo com Deus.
- Louvor deve sempre ser vocal. Não é em silêncio.
- Louvor acontece quando nós falamos para alguém mais sobre a bondade de Deus.

Palavras de louvor
A melhor forma de entender o que significa louvor é examinar as palavras usadas para o louvor no Velho Testamento, e particularmente no livro de Salmos.

HALAL:
(aleluia) - significa simplesmente, louve o Senhor, ou "Louve Yah". Yah é a forma abreviada da palavra do Velho Testamento Yahweh, traduzido como Jeová.

HALAL
Significa, ser vangloriado, estar feliz e alegre. A palavra conota uma tremenda explosão de entusiasmo no ato de louvor. Isto é o que uma pessoa faz quando seu time favorito vence uma partida nos últimos cinco minutos do jogo. Se eles são realmente fãs, eles permanecerão, levantarão suas mãos e gritarão em vitória. Esta é a essência do significado da palavra halal. Muito poucos de nós sempre louvam ao Senhor desta forma. Nos vangloriamos e exaltamos a Deus em sua grandeza com tanto entusiasmo e alegria que outras pessoas podem pensar que é uma tolice. O homem que louva ao Senhor dessa maneira é envolvido com o amor que ele sente pelo Senhor. Ele não está agindo como um tolo diante do Senhor.

YADAH:
(admitir em público), como no Salmo 138:1, "eu darei graças a Ele de todo o meu coração; eu cantarei louvores a Ele diante dos deuses". Em uma tradução melhor do verbo agradecer ou louvar é admitir em público. Esta palavra expressa o verdadeiro significado de louvor. Isto é falando aos outros o que Deus tem feito. Este verbo tem uma significado mais profundo que é de "mão estendida", ou, "lançar a mão". Isto implica em adorar com as mãos levantadas. Esta é a palavra usada em 2 Cro 20:19-21, onde os levitas vão a frente do exército louvando o Senhor. A palavra para louvor em Hebraico é yadah. Quando eles iam eles levantavam as mãos com toda a sua força. Eles expressaram seus louvores a Deus com as mãos levantadas, e é claro, nós sabemos o que aconteceu; o inimigo se auto-destruiu. - Nossas mãos expressam muito de nossa personalidade. Nós podemos fazer um punhal e golpear alguém. Nós podemos alcançar e tocar alguém com nossas mãos e abençoa-las. Ou, nós podemos levantar nossas mãos em louvor a Deus. Salmo 63:4 diz, "Assim eu te bendirei enquanto eu viver, levantarei minhas mãos em teu nome". Posteriormente, abordaremos sobre louvor com as mãos.

BARAK:
(abençoar) Ele tem nos abençoado mas como podemos abençoar Deus? Salmo 103:1-2 diz, "bendize ao Senhor, O minh’alma: e tudo o que há em mim, bem-diga o seu santo nome. Bendize ao Senhor, o minh’alma, e não esqueça de nenhum dos seus benefícios." Nós bendizemos ao Senhor não esquecendo dEle, e não esquecendo de suas bênçãos. O salmo 103 passa então a enumerar aquelas bênçãos: amor, satisfação, redenção, honra, renovo. Nós abençoamos o Senhor, lembrando de todas essas coisas. Existe um sentimento de ajoelhar-se e bendizer ao Senhor em um ato de adoração na palavra barak. Existe uma reação reflexa em nós que desejamos nos prostrar na presença do Senhor, especialmente em oração. No salmo 72:9-15, Deus prometeu libertar os pobres e aflitos se eles se prostrassem diante dEle pelo ato de se prostrar esperam receber a benção do Senhor. O conceito aqui é muito simples, se nós nos ajoelhamos diante dEle e ficamos na expectativa de receber suas promessas, nós receberemos.

ZAMAR:
(significa tocar instrumentos de cordas, e refere-se ao louvor que envolve adoração instrumental como está escrito no salmo 150.) - PRECISAMOS INTENSIFICAR EM NOSSO MINISTÉRIO Este é um dos verbos musicais de louvor usado em Salmos. Ele traz a idéia de fazer música de louvor para Deus como no salmo 92:1, "É bom render graças ao Senhor (reconhecimento público a Jeová) e cantar louvores ao teu nome ó Altíssimo." É impossível entender louvor sem entender esse relacionamento de louvor com música. Música foi a principal expressão de louvor pelos filhos de Deus no Velho Testamento. É impossível ter voz se estendendo por muito tempo sem que a música seja envolvida.

SHABACH:
(significa barulho, falar em alto e de forma convincente) Esta palavra é encontrada no salmo 117:1, "Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o todos os povos." SHABACH também, significa ordenar triunfo, glória e gritos. No salmo 63:3-4 Davi diz, "Porque a tua graça é melhor que a vida, meus lábios te louvam (shabach). Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto viver." Há um tempo quando é apropriado gritar alto ao Senhor. Isto é shabach. Este é o tipo de louvor que faz o diabo fugir.

TOWDAH:
É relacionada com a palavra yadah. Em algumas versões da Bíblia é traduzido como ações de graças. Também envolve adoração com as mãos. É usado no livro dos Salmos para dar graças a Deus pelas coisas que ainda não aconteceram, assim como para aquelas que já foram realizadas. Salmo 50:23, "O que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus." A palavra de louvor aqui é towdah, e tem a conotação de sacrifício distinto.

TOWDAH:
Está diretamente ligado ao conceito de sacrifício e relata louvor. Se estamos dispostos a oferecer sacrifícios de louvor agora, então nós veremos a manifestação da salvação de Deus. Nós O louvamos diante dos acontecimentos. O sacrifício de louvor é um ato de fé é implícito na palavra towdah, especialmente como é usada neste verso. Então é o sacrifício de louvor, alegrando-se em alguma coisa que está prometida na palavra mas ainda não se realizou. Há um grande poder espiritual no uso da Palavra desta maneira. Para nós, hoje, chamamos isso de louvar por fé, exaltando o Senhor pelo que cremos que ainda irá fazer. Como as pessoas elevam as suas mãos e corações ao Senhor, isto envolve sacrifício, especialmente se eles estão com os seus corpos muito doentes. A mente carnal lutará nesta hora e dirá que é um ato ridículo. Mas existe uma grande fé no louvor towdah. É o sacrifício que Deus honra com a operação de milagres.

TEHILLAH:
(cantar alto) é cantar nossas "aleluias", é usado no Salmo 22:3 onde vemos que Deus habita (sentado, entronizado) nos louvores do seu povo.

- Deus se manifesta em meio a um cântico exuberante. - 2 Cro 20:22, Israel começou a cantar e louvar, Deus preparou emboscadas. - Isto é um tipo especial de cântico. - É o que nós conhecemos hoje como "cantando no espírito". - Essa expressão de louvor traz uma grande unidade no corpo de Cristo. - Outras referências: Salmo 34:1, Salmo 40:3 e Salmo 66:2.

RUAH:
(gritos de alegria). Os crentes do Velho Testamento não tinham problemas em ficar realmente alegres em seu relacionamento com Deus.

- Salmo 95:1, "vinde e cantemos ao Senhor com júbilo, cantemos ao Rochedo da nossa salvação". - Salmo 100:1, "Celebrai ao Senhor com alegria". - Existe uma autenticidade nesse verbo de louvor.

GARA:
(proclamar e anunciar o nome do Senhor)

- Salmo 116:17, "Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graça, e invocarei o nome do Senhor";

NAGAD:
(declarar)

BASAR:
(proclamar)

RUM:
(exaltar)

O importante a ser observado nessas palavras de louvor no Velho Testamento é que elas são palavras de sons. Louvor no Velho Testamento é sempre acompanhado de sons. Isto é vocal, isto é público, e isto é alegre.

Examinando Salmos, vemos que louvor deve ter uma forte ênfase nos cultos de nossas igrejas hoje. Devemos proporcionar a oportunidade de ministrar uns aos outros em louvor. Precisamos usar os nossos lábios para glorificar o nome do Senhor. Ações de graças relatam a gratidão do homem ao seu Deus, confessando as bênçãos manifestas ou não, enquanto louvor relata os feitos de Deus, enfatizando suas características. Essa distinção não é absoluta, mas é um bom guia